PF abre inquérito para apurar contratação de influenciadores digitais para atacar BC em caso Master
A Polícia Federal abriu na tarde desta quarta-feira inquérito para apurar a eventual contratação de influenciadores digitais que teriam usado redes sociais para atacar o Banco Central após a autoridade monetária ter decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master em meados de novembro.
A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil e depois confirmada pela Reuters com uma fonte do Supremo Tribunal Federal (STF) e outra da PF com conhecimento do caso. Foi o STF responsável por autorizar a investigação policial.
Investigadores vão apurar se houve uma ação orquestrada -- e paga -- para contestar a decisão do BC e quem foi o responsável pela contratação. Na PF, a apuração será conduzida por uma equipe da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).
Procurada, a PF disse apenas que "não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento".
Em nota, a defesa do dono do Master, Daniel Vorcaro, informou que ele não tem qualquer relação com a contratação e divulgação de notícias falsas, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública.
"Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master", disse a defesa.
Segundo a nota, Vorcaro já requereu a abertura de investigação específica para apurar a origem, autoria e responsabilidade pela produção e circulação dessas notícias falsas e ofensivas, justamente para afastar insinuações indevidas e permitir o esclarecimento completo dos fatos.
Além da liquidação extrajudicial decretada pelo BC, o Master já foi alvo de duas operações da PF. Na primeira delas, Vorcaro chegou a ser preso preventivamente, mas depois foi solto e está com tornozeleira e cumpre outras medidas cautelares.