Terceiro leilão do Eco Invest mobiliza R$53 bilhões em investimentos sustentáveis, diz Tesouro
O terceiro leilão do programa Eco Invest foi finalizado com uma liberação de R$15 bilhões em capital público, volume que será capaz de viabilizar cerca R$53 bilhões em investimentos sustentáveis, disse o Tesouro Nacional nesta quarta-feira.
De acordo com a secretaria, o certame registrou uma demanda total que teria potencial de mobilizar R$80 bilhões em investimentos a partir da disponibilização de R$24 bilhões em recursos públicos.
Lançado em outubro, o terceiro leilão do Eco Invest tem foco em investimentos em participações societárias.
O Tesouro afirmou que os recursos serão voltados a empresas de base tecnológica, startups e negócios em expansão com projetos que integrem inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico, no âmbito de estratégias de "private equity" (compra de participação de empresas em expansão) e "venture capital" (iniciativas em estágio inicial).
No chamado leilão de "blended finance" (que une capital público e privado), instituições financeiras apresentam propostas com indicação de quanto pretendem mobilizar de recursos privados, qual alavancagem sobre o capital público e as condições de crédito. Vencem o leilão os bancos que se comprometerem a buscar mais recursos privados a partir da multiplicação do capital público e que cumpram os critérios do edital.
Nessa edição, seis instituições financeiras foram vencedoras. O Itaú liderou as propostas e deve responder por 50% do investimento total homologado, com uma carteira de quase R$30 bilhões. Na sequência, está a Caixa, com portfólio de investimentos de R$9 bilhões. Também tiveram lances homologados Bradesco, HSBC, BNDES e Banco do Brasil.
A partir da homologação do leilão, os bancos têm até dois anos para mobilizar capital externo e cinco anos para fazer os aportes.
Com três leilões concluídos, o Eco Invest chegou a R$127 bilhões mobilizados para a transição ecológica, segundo o Tesouro.