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Petróleo fecha em alta com risco geopolítico na Venezuela se sobrepondo a temor de excesso de oferta

Depois de quedas em contratos futuros na madrugada, mercado fechou a segunda-feira com alta de 1,74% (US$ 1,00), a US$ 58,32 o barril, para o petróleo do tipo WTI

5 jan 2026 - 17h57
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O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 5, à medida que as tensões geopolíticas seguem gerando apreensões depois da ofensiva ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em território venezuelano resultar na deposição e captura do ditador Nicolás Maduro. Investidores também digeriram a decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), da véspera, de manter a pausa nos incrementos de produção em janeiro, fevereiro e março.

O petróleo do tipo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) avançou 1,74% (US$ 1,00), a US$ 58,32 o barril. Já o de tipo Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,66% (US$ 1,01), a US$ 61,76 o barril.

Os contratos futuros da commodity (matéria-prima cotada em dólar) chegaram a operar em baixa na madrugada em meio a preocupações sobre excesso de oferta, mas ganharam fôlego ao longo do dia com o risco geopolítico apresentado na Venezuela.

Maduro fez nesta segunda-feira, 5, sua primeira aparição em um tribunal federal dos EUA após a operação que levou à sua detenção. Durante a audiência, ele e sua mulher se declararam inocentes.

A Capital Economics acredita que as implicações econômicas e financeiras de curto prazo são mínimas após o ataque a Caracas. Apesar do desejo óbvio de Trump de que as empresas petrolíferas dos EUA aumentem suas atividades na Venezuela, os preços baixos do petróleo e a incerteza política frustrarão os esforços para explorar seu vasto potencial energético, acrescenta a consultoria.

Um aumento significativo na produção de óleo venezuelano provavelmente levará "anos, não meses", dadas as limitações técnicas e a ausência de um clima de investimento estável, adicionam os analistas do Citi Research.

Diante do ataque americano, o presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, sugeriu que Trump deveria fazer o mesmo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Às vésperas de conversas em busca de paz em Paris, Moscou e Kiev trocaram ataques durante o fim de semana.

Estadão
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