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Papéis da Braskem, MRV, Marcopolo e Carrefour são destaques na carteira de corretoras

Petrobrás, por sua vez, continua no radar dos investidores

11 ago 2018
04h11
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Os balanços do segundo trimestre continuam direcionando as recomendações das corretoras. Nesta semana ganham destaque nas carteiras as ações da Braskem, Marcopolo, MRV e Carrefour. Petrobrás, por sua vez, continua no radar dos investidores.

A Guide Investimentos incluiu Braskem PNA e Marcopolo PN no portfólio. Sobre a petroquímica, a corretora destaca a melhora da performance operacional nos últimos trimestres, mesmo diante da atividade econômica ainda fraca no Brasil; contínuo ganho de eficiência; e perspectivas positivas para os resultados do segundo semestre. "Além disso, a possível venda da empresa pode destravar valor para as ações no curto prazo", destaca. 

Sobre Marcopolo, a corretora segue com uma visão construtiva em meio à melhora operacional reportada nos últimos trimestres, em função da recuperação nos volumes de venda e eficiente gestão de custos e despesas; além da perspectiva de intensificação na recuperação do mercado interno, com uma carteira de pedidos mais robusta para o segundo semestre.

A Planner incluiu na carteira MRV e Carrefour. O analista de investimentos Mário Roberto Mariante destaca os bons resultados do Carrefour no trimestre - lucro líquido de R$ 389 milhões, uma alta de 39,4% ante o mesmo período de 2017.

Sobre a construtora, Mariante justifica que, a despeito do momento ainda negativo para o setor imobiliário, com recuperação prevista somente para o ano que vem, a MRV segue fazendo diferença dentro do segmento com a divulgação de resultados trimestrais bastante sólidos. "O lucro líquido do trimestre somou R$ 166 milhões, aumento de 17,7% sobre igual etapa do ano passado. Outros indicadores, mostraram melhora no período comparativo." 

Sobre Petrobrás, o analista da Magliano Invest Sergio Goldman considera que, mesmo após as recentes altas, as ações da estatal continuam negociando a múltiplos interessantes. "Recomendaria a manutenção ou compra para investidores com horizonte de médio e longo prazo", afirma. A tese de investimentos da estatal, avalia Goldman, continua sendo baseada em três pilares: melhorias na estrutura de governança; desalavancagem; e decisão de investimentos visando agregar valor do negócio, o que inclui uma política de preços que não prejudique as operações da empresa. 

O analista da Planner Luiz Caetano continua com expectativas muito positivas para a Petrobras. O profissional destaca a recuperação das vendas de derivados no mercado interno, a política de preços ajustada ao exterior, a cotação elevada do petróleo e o foco na venda de ativos para redução da dívida. 

Sandra Peres, da Coinvalores também avalia que a Petrobras deve continuar apresentando boa performance operacional ao longo de 2018, e não só pela cotação favorável do petróleo, mas também por questões relacionadas à busca por ganho de eficiência e a seu plano de desinvestimentos. "Contudo, suas ações devem ficar ainda mais voláteis nos próximos meses, respondendo ao desenrolar das eleições presidenciais", pondera. 

Além do balanço, Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, lembra a recente notícia da recuperação de pouco mais de R$ 1 bilhão em recursos pela Operação Lava Jato. Ele lembra, no entanto, que a questão eleitoral adiciona volatilidade e risco à ação. 

 
Estadão Conteúdo

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