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Novas regras de aulas particulares da China colocam bilhões de dólares em jogo

26 jul 2021 - 09h19
(atualizado às 16h41)
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As novas regras da China para aulas particulares farão empresas privadas de educação enfrentarem um impacto significativo nos negócios, à medida que Pequim intensifica a supervisão regulatória de uma indústria de 120 bilhões de dólares, na qual investidores apostaram bilhões de dólares nos últimos anos.

Estudantes durante aula em escola de Xangai, China 
07/05/2020
REUTERS/Aly Song
Estudantes durante aula em escola de Xangai, China 07/05/2020 REUTERS/Aly Song
Foto: Reuters

As novas regras anunciadas na sexta-feira proíbem aulas com fins lucrativos em disciplinas escolares básicas em um esforço para aumentar a taxa de natalidade do país, reduzindo o custo de vida da família.

De acordo com as novas regras, todas as instituições que oferecerem tutoria no currículo escolar serão cadastradas como entidades sem fins lucrativos, não havendo novas licenças concedidas, de acordo com documento oficial.

As mudanças nas regras, que são muito mais duras do que o esperado anteriormente, colocaram em risco bilhões de dólares de capital público e privado investidos no setor nos últimos anos, na esperança de demanda contínua no país mais populoso do mundo.

O movimento desencadeou uma forte queda na sexta-feira nas ações listadas em Hong Kong e Nova York de empresas de educação privadas chinesas, e as vendas continuaram nesta segunda-feira com algumas das ações despencando entre 30% e 40%.

O TAL Education Group, listado nos Estados Unidos, disse no domingo que espera que as novas regras tenham "um impacto material adverso em seus serviços de reforço escolar depois das aulas ... o que, por sua vez, pode afetar adversamente" suas operações e perspectivas.

Gaotu Techedu, New Oriental Education & Technology Group, Koolearn Technology Holding, Scholar Education Group e China Beststudy Education Group deram declarações parecidas nesta segunda-feira.

As novas regras farão com que as empresas de tutoria online existentes sejam submetidas a escrutínio extra e as aulas de reforço depois das aulas serão proibidas durante os fins de semana, feriados e férias escolares, disse o documento.

As instituições de ensino baseadas em currículos também seriam proibidas de levantar dinheiro por meio de listagens, enquanto as empresas listadas seriam proibidas de investir em tais instituições, disse o relatório.

O Goldman Sachs disse em relatório que seus preços-alvo para ações de tutoria listadas seriam reduzidas em 78% em média. O impacto, disse, seria principalmente em razão da proibição de aulas de reforço nos fins de semana e nas férias de inverno e verão, que geraram até 80% da receita das empresas.

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