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Ministro descarta falta de recursos do FGTS para habitação

10 mai 2017
13h26
atualizado às 13h26
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O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (10) que não faltam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar projetos habitacionais. Segundo ele, a liberação dos saques das contas inativas do fundo não impactou as linhas de crédito para compra de imóveis nem os recursos para construção de novas unidades.

Casa própria obviamente não é um problema para Gisele, mas se vivêssemos num mundo comunista, era só pegar o dinheiro e entrar no programa “Minha Casa, Minha Vida”, em que um imóvel pode custar até R$ 190 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Com base nesse valor, dá para investir na compra de 11.566 unidades.
Casa própria obviamente não é um problema para Gisele, mas se vivêssemos num mundo comunista, era só pegar o dinheiro e entrar no programa “Minha Casa, Minha Vida”, em que um imóvel pode custar até R$ 190 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Com base nesse valor, dá para investir na compra de 11.566 unidades.
Foto: iStock / Getty Images

"Não temos tido falta de recursos para financiar habitação em nenhuma vertente. Houve uma questão do orçamento do pró-cotista, que se esgotou. Nós já fizemos um remanejamento", destacou após palestra no congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Na semana passada, a Caixa Econômica Federal suspendeu o financiamento da linha Pró-Cotista, que destina recursos para a aquisição de imóveis com juros menores a pessoas que têm conta vinculada ao FGTS. De acordo com o banco, os recursos disponíveis eram suficientes apenas para atender as propostas de financiamento já recebidas pelo banco. Nesta semana, a instituição informou que voltaria a receber propostas de financiamento da linha Pró-Cotista na terça-feira (9).

Oliveira negou que a falta de dinheiro tenha relação com os saques das contas inativas do fundo. "Nós fizemos todas as simulações", disse o ministro sobre como foi feito um planejamento para evitar que a liberação das retiradas interferisse no crédito habitacional.

De acordo com o ministro, estão sendo feitos remanejamentos dos recursos do fundo destinados para outras áreas para garantir os financiamentos relacionados à moradia. "Nós temos excesso de orçamento do FGTS em várias áreas que não estão performando. Na própria área de infraestrutura e saneamento, por exemplo, está sobrando recurso. A gente vai administrar o orçamento, mas não faltará recurso de modo algum para área de habitação", ressaltou.

Saques

Os saques nas contas inativas do FGTS já somaram R$ 16,6 bilhões, segundo balanço da Caixa Econômica. De acordo com o banco, 85% dos 10,6 milhões de trabalhadores que têm direito ao saque e fazem aniversário entre janeiro e maio já acessaram os recursos, disponibilizados em dois lotes até agora.

Na próxima sexta-feira (12), quando começa a próxima fase do programa, os valores estarão disponíveis para os nascidos nos meses de junho, julho e agosto. Nesse terceiro lote, 7,6 milhões de trabalhadores poderão sacar cerca de R$ 10,8 bilhões.

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Agência Brasil Agência Brasil

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