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Taxas dos DIs acompanham Treasuries e caem após dados de inflação dos EUA

13 fev 2026 - 18h40
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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ‌fecharam a sexta-feira em baixa, acompanhando o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries após dados mostrarem uma inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos.

O movimento foi mais perceptível entre os contratos de longo prazo, que geralmente são mais afetados pelo cenário externo.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 ⁠estava em 12,625%, ante o ajuste de 12,636% da sessão anterior. Na ponta longa ‌da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,405%, em queda de 5 pontos-base ante 13,451%.

No meio da manhã, o Departamento do Trabalho ‌dos EUA informou que o índice de preços ‌ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em janeiro, após alta ⁠não revisada de 0,3% em dezembro. O resultado ficou levemente abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, de aumento de 0,3%.

Após os números, os rendimentos dos Treasuries passaram a cair, com o CPI reforçando as apostas de que o Federal Reserve irá realizar este ano pelo menos duas reduções da taxa de juros, ‌hoje na faixa de 3,50% a 3,75%.

"O CPI veio em um ritmo positivo para ‌janeiro, o que sugere ⁠bastante tranquilidade. Não seria ⁠descabido pensar em três cortes de juros pelo Fed este ano", comentou Lais Costa, analista ⁠da Empiricus Research. "O mercado vinha com dois ‌cortes, mas aumentaram as chances ‌de três, com um terceiro em dezembro", acrescentou.

Neste fim de tarde, o mercado de títulos norte-americano precificava 90,2% de probabilidade de o Fed manter sua taxa de juros em março, contra 9,8% de chance de corte de ⁠25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch. Antes do CPI os percentuais eram de 92,1% e 7,9%.

No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam o recuo dos Treasuries e passaram a registrar baixas, ainda que contidas, principalmente entre os contratos de prazos mais longos.

Às 14h39, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 marcou a mínima de 13,380%, em baixa de 7 pontos-base ante o ajuste da véspera.

As taxas futuras recuaram a despeito de ⁠o dólar ter sustentado ganhos ante o real, com parte dos investidores em busca da segurança da moeda norte-americana antes do feriado prolongado de Carnaval, que mantém os mercados no Brasil fechados na segunda e na terça-feira.

Na próxima segunda os mercados também não abrem nos EUA em função do feriado do Dia do Presidente.

Às 16h32, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 5 pontos-base, a 4,056%.

Pela manhã, sem impactos maiores na curva, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo encerraram 2025 com alta acumulada de 1,6%, bem abaixo do avanço de 4,1% visto em 2024. Em dezembro, houve retração de 0,4% na margem, pior que a expectativa de queda de 0,2% de economistas consultados pela Reuters.

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