Fazenda corrige projeções de resultado de estatais em 2026 e rombo dos Correios vai a R$ 9,1 bi
Projeção de déficit das estatais é de 1,07 bi, porém, descontadas as exceções à meta, rombo sobe para R$ 15,3 bi
BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda divulgou, nesta sexta-feira, 13, uma retificação do decreto de programação orçamentária para corrigir os dados divulgados ontem a respeito das projeções de resultado primário de empresas estatais federais em 2026.
Veja as mudanças:
- Emgepron: sai de déficit de 17,797 bi para déficit de 3,102 bilhões
- Hemobrás: sai de déficit de 8,591 bi para déficit de 967 milhões
- Correios: saem de déficit de R$ 8,261 para déficit de R$ 9,101 bilhões
- Infraero: sai de déficit de R$ 4,360 bi para déficit de R$ 655 milhões
- Serpro: sai de déficit de R$ 3,564 bi para superávit de R$ 285 milhões
- Autoridade Portuária de Santo (APS): sai de déficit de R$ 2,421 bi para déficit de R$ 570 milhões
- Companhia Docas do Pará: sai de déficit de R$ 2,106 bi para déficit de R$ 313 milhões
- Emgea: déficit de R$ 649 milhões
Segundo a Fazenda, está mantida a estimativa divulgada ontem de rombo de R$ 1,074 bilhão para as estatais federais em 2026. A previsão indica cumprimento da meta do setor, de déficit de R$ 6,752 bilhões.
Porém, descontadas as exceções à meta aprovadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a projeção de rombo sobe para R$ 15,3 bilhões.
O cumprimento da meta só vai ser possível porque estão excluídas do alvo despesas de até R$ 10 bilhões para empresas estatais que "possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro." Essa cláusula foi incluída na LDO por iniciativa do governo, devido à crise econômica que atinge os Correios, e aprovada pelo Congresso no fim do ano.
Também são excluídas da meta das estatais federais as despesas com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo as projeções do governo, elas devem somar R$ 4,234 bilhões este ano.
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Correios
No ano passado, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União de um consórcio de bancos. Só R$ 10 bilhões foram pagos até o fim de 2025.
Segundo as novas estimativas do decreto, os Correios devem fechar 2026 com um déficit primário de R$ 9,1 bilhões. No ano passado, até setembro, a empresa tinha um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões.
Sem a exclusão dos R$ 10 bilhões, as empresas estatais teriam um déficit primário de R$ 11,074 bilhões, segundo as projeções do governo. Tudo mais constante, isso exigiria que o Executivo compensasse os rombo por meio do Orçamento fiscal, reduzindo o espaço para gastos públicos.