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Braskem tem impacto de R$ 3,6 bi no BB e eleva índice de inadimplência do banco; empresa nega

Instituição repassou dívida de cliente a fundo especializado em empresas com situações especiais; procurada, Braskem não respondeu

12 fev 2026 - 15h17
(atualizado às 21h18)
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Braskem: atraso de R$ 3,6 bi com o Banco do Brasil
Braskem: atraso de R$ 3,6 bi com o Banco do Brasil
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O Banco do Brasil afirmou, em sua divulgação de resultados, que um atraso superior a 90 dias de R$ 3,6 bilhões de um único cliente impactou o índice de inadimplência da instituição no quarto trimestre.

O banco não revelou o nome da empresa, por questões da lei de sigilo bancário. Mas, segundo pessoas do mercado a par do caso, a empresa em questão é a Braskem. Procurada, a companhia negou.

"A Braskem S.A, em função de notícias veiculadas na mídia a respeito de um suposto inadimplemento, pela Companhia, de obrigações junto ao Banco do Brasil ocorrido no último trimestre de 2025, esclarece que não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil e que está adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025", disse em nota.

O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, Felipe Prince, disse em entrevista à imprensa, sem citar o nome da empresa, que a dívida foi repassada a um fundo que compra crédito de maior risco, chamados no mercado de "gestoras de situações especiais".

"É um caso antigo, onde algumas soluções foram tentadas e acabamos não conseguindo implementá-las no passado", disse.

Ele afirmou que o banco criou uma estrutura para viabilizar a regularização desse crédito em 2025. "Durante as negociações, a operação ficou inadimplente", afirmou Prince.

Em janeiro, o caso foi resolvido e, na sequência, o crédito foi cedido a um fundo. Prince afirma que esse caso específico não deve gerar novos impactos no primeiro trimestre de 2026.

A taxa de inadimplência do BB, considerando atrasos acima de 90 dias, teria ficado em 4,88% no quarto trimestre sem esse caso. Com a empresa em questão, o indicador ficou em 5,17%.

O caso afetou o índice de cobertura para créditos de liquidação duvidosa, que recuou a 155,4% no quarto trimestre. Sem o caso, o indicador ficaria em 164,7% — ou seja, para cada R$ 1,00 há R$ 1,64 para cobrir eventuais perdas.

Estadão
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