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Ibram eleva em 12,5% previsão de investimentos em mineração no Brasil no período de 5 anos

3 fev 2026 - 15h59
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Os investimentos no setor mineral brasileiro para o período de 2026 a 2030 foram estimados nesta terça-feira em US$76,9 bilhões, alta de 12,5% em relação a uma estimativa anterior para um período de cinco anos, de 2025 a 2029, afirmou ‌o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Trabalhadores são vistos no topo de uma pilha de minério de ferro enquanto uma máquina trabalha na mistura do minério, no Porto de Dalian, província de Liaoning, China
21/09/2018
REUTERS/Muyu Xu
Trabalhadores são vistos no topo de uma pilha de minério de ferro enquanto uma máquina trabalha na mistura do minério, no Porto de Dalian, província de Liaoning, China 21/09/2018 REUTERS/Muyu Xu
Foto: Reuters

Em relatório, o Ibram destacou aumento de investimentos em cobre e fertilizantes, de mais de US$1 bilhão, para ‌US$8,6 bilhões e US$6,9 bilhões, respectivamente, na comparação com as estimativas quinquenais anteriores.

O minério de ferro segue liderando os investimentos, com US$19,8 bilhões, mas com uma alta percentual menor, de 1,1%. Projetos socioambientais também estão incluídos na conta geral, com US$14,7 bilhões, alta de quase 30%, segundo o Ibram, que representa empresas como Vale, Gerdau, ArcelorMittal e Mosaic.

Do lado dos projetos socioambientais, o presidente ‍interino do Ibram, Fernando Azevedo, destacou a jornalistas o avanço de projetos para o reaproveitamento de rejeitos da mineração, como resultado de novas tecnologias.

Já os minerais críticos, incluindo terras raras, deverão receber investimentos de US$21,3 bilhões entre 2026 e 2030, alta de 15,2% na comparação com o previsto para 2025-2029, segundo o Ibram.

O segmento tem sido alvo ‌de iniciativas do governo brasileiro que visam a atração de investimentos, diante de perspectivas de ‌aumento da demanda global por minerais críticos para fabricação de equipamentos de alta tecnologia, como baterias, geradores eólicos e aplicações militares.

Considerando apenas terras raras, a alta dos investimentos previstos é de 10,4%, para US$2,4 bilhões. Esses minérios ganharam destaque no noticiário depois que a China, que atualmente domina amplamente a produção desses minerais, restringiu o acesso à sua oferta em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos.

O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras globais, atrás apenas da China, mas com poucos projetos em desenvolvimento.

"É um momento que temos que aproveitar, criar políticas, políticas consistentes, linhas de financiamento para irmos na verticalização e não só na exportação", afirmou Azevedo, durante uma coletiva de imprensa sobre os resultados do setor em 2025.

Azevedo afirmou que representantes dos Estados Unidos permanecem fazendo contato com o Ibram, em conversas que visam buscar oportunidades de investimentos em minerais críticos no Brasil e mencionou que a embaixada americana deverá realizar um simpósio em São Paulo, em março, com mineradoras.

"Os Estados Unidos têm demonstrado interesse, continuam os contatos... com a gente aqui. Eles devem fazer em março um simpósio em São Paulo..., já pediram a nossa ajuda e está avançando... devem convidar as principais mineradoras", afirmou.

2025

O Ibram também divulgou dados sobre o faturamento do setor mineral brasileiro em 2025, que alcançou R$298,8 bilhões, um aumento de 10,3% ‌em relação a 2024.

As exportações do segmento somaram 430,67 milhões de toneladas no ano passado, alta de 7,1% ante o ano anterior. Já as vendas externas de minério de ferro registraram 416,4 milhões de toneladas, avanço de 7,1% na mesma comparação.

A arrecadação de royalties da mineração, a chamada Cfem, totalizou R$7,9 bilhões em 2025, crescimento de 6,2% em relação a 2024, segundo o Ibram.

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