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Ibovespa fecha com queda modesta após BC deixar em aberto próximas decisões sobre a Selic

18 jun 2026 - 17h08
(atualizado às 17h46)
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O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quinta-feira, um ‌dia após o Banco Central cortar a taxa Selic para 14,25% e deixar em aberto os próximos movimentos de política monetária. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,1%, a 168.277,55 pontos, após marcar 169.542,37 pontos na máxima e 167.910,63 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$26,3 bilhões.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, confirmando as previsões do mercado.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom afirmou que a restrição acumulada da ⁠política monetária permite agora diferentes dosagens de juros para levar a inflação à meta, mas ponderou que a trajetória necessária para assegurar ‌essa convergência no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante para o BC, faria a inflação projetada a partir desse período ficar abaixo do alvo de 3%.

Na visão do diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, o ‌comunicado do BC carece de clareza e objetividade, enquanto apresenta um viés mais "dovish".

"O texto ‌não parece dar a devida ênfase à deterioração significativa do cenário de inflação, ao aumento relevante nas projeções condicionais ⁠de inflação baseadas nos modelos do Banco Central ao longo do horizonte relevante para a política monetária e a um ambiente de crescimento e mercado de trabalho mais resilientes", afirmou em relatório a clientes, acrescentando que o Copom não forneceu orientação futura explícita.

"Neste momento, vemos espaço bastante limitado, no curto prazo, para novos cortes de juros pelo Copom. Revisaremos e recalibraremos nossa trajetória para a Selic após a divulgação da ata na próxima semana."

As taxas dos contratos de DI com vencimentos mais curtos recuaram, mas os prazos ‌mais longos registraram altas firmes. Ainda no radar está também a percepção de que o Federal Reserve pode elevar os juros nos Estados ‌Unidos neste ano. 

No exterior, Estados Unidos e ⁠Irã divulgaram na quarta-feira o ⁠texto de um acordo provisório que seus presidentes assinaram para pôr fim à guerra, o que apoiou o alívio nos preços do petróleo no exterior ⁠em boa parte do dia.

O presidente Donald Trump também disse nesta quinta-feira que ‌os EUA esperam "um cessar-fogo total em todas ‌as frentes", incluindo o Líbano, o Hezbollah e Israel.

No fechamento, o barril de petróleo sob o contrato Brent registrou alta de 0,38%, a US$79,85, reagindo à advertência feita pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, a Israel contra novos ataques ao Hezbollah.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 1,08%. 

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN fechou em ⁠queda de 0,76%, em pregão misto para o setor. BRADESCO PN caiu 0,46% e SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,33%, enquanto BANCO DO BRASIL ON subiu 0,62% e BTG PACTUAL UNIT terminou negociada com elevação de 0,91%.

• VALE ON avançou 0,2%, resistindo ao declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou em baixa de 1,13%. No setor, porém, CSN ON caiu 7,99%, USIMINAS PNA recuou 4,81% e GERDAU ‌PN perdeu 5,09%. Fontes afirmaram à Reuters que a venda da unidade de cimento da CSN entrou na reta final com um possível entrave: o preço pedido pela empresa, considerado acima do esperado.

• PETROBRAS PN subiu 0,73%, acompanhando a melhora dos ⁠preços do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON avançou 0,41% e PETRORECONCAVO ON fechou em alta de 0,91%, enquanto BRAVA caiu 3,27%. A Brava informou que recebeu pedido de arbitragem da Westlawn Energia Brasil relativo ao Campo de Atlanta por causa da transação que envolve a venda da companhia à colombiana Ecopetrol.

• BRASKEM PNA desabou 10,27% em meio a noticiário recente sobre negociação com credores e desdobramentos relacionados ao desastre socioambiental em Alagoas envolvendo a empresa.

• NATURA ON  caiu 5,11%, aprofundando as perdas da véspera e somando já um recuo de mais de 25% em junho.

• WEG ON subiu 4,59%, acelerando a série de altas que alcançou cinco pregões nesta quinta-feira. Na terça-feira, a companhia aprovou distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$438,146 milhões, com pagamento previsto para 10 de março de 2027. Terão direito ao pagamento titulares de ações escriturais em 19 de junho.

• COPASA ON avançou 2,49%, a R$57,55, tendo de pano de fundo relatório do BTG Pactual com recomendação de compra para as ações e preço-alvo de R$81. Em março, antes da oferta de ações no âmbito do processo de privatização da companhia de saneamento de Minas Gerais, o preço-alvo era de R$52.

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