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Estudo do Ipea deixou claro que economia suporta perfeitamente 40 horas semanais, diz Gleisi

Análise do Ipea sugere que redução pode elevar custo médio do trabalho, mas com efeitos limitados nos setores

17 fev 2026 - 16h33
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BRASÍLIA — A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a comentar nesta terça-feira, 17, sobre a proposta de redução da jornada de trabalho semanal. Ela apontou, em publicação no X (antigo Twitter), que um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) "deixou claro que a economia suporta perfeitamente" eventual mudança na escala de 6X1 para 40 horas semanais.

O estudo a que a ministra fez referência é uma nota técnica publicada na terça-feira, 10, pelo Ipea. Foram analisados os efeitos econômicos da eventual redução da jornada — hoje predominante de 44 horas semanais. Como conclusão, foi indicada uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

Estudo do Ipea 'deixou claro que a economia suporta perfeitamente', afirma Gleisi
Estudo do Ipea 'deixou claro que a economia suporta perfeitamente', afirma Gleisi
Foto: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO / Estadão

Na verdade, a nota técnica do Ipea mostra que a redução da jornada elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, tendo em vista uma jornada de 40 horas semanais. Ao considerar o peso do trabalho no custo total de cada setor, as estimativas indicam "efeitos reduzidos nos custos totais", de acordo com as conclusões apresentadas.

A análise foi feita com base em microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas na Rais 2023 tinha jornada de 44 horas semanais.

O movimento pela redução da jornada 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por debates sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida.

Sindicatos e especialistas defendem que a escala prolongada contribui para o esgotamento físico e emocional, especialmente em setores como comércio e serviços, e argumentam que jornadas mais equilibradas podem aumentar o engajamento e reduzir afastamentos.

A discussão também dialoga com tendências internacionais de flexibilização e testes de semanas de quatro dias, ao mesmo tempo em que enfrenta resistência de empregadores preocupados com custos e impactos operacionais. O tema tem mobilizado campanhas nas redes sociais e pressiona o Congresso a avaliar mudanças na legislação trabalhista.

Estadão
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