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China admite 'guerra comercial' e ameaça retaliar EUA

Pequim afirmou que terá de adotar 'medidas abrangentes' se Washington tarifar em 10% mercadorias compradas no País

19 jun 2018
02h10
atualizado às 07h52
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A China endureceu o tom e admitiu pela primeira vez de maneira oficial que está em "guerra comercial" com os Estados Unidos. Em comunicado no qual critica a nova ameaça de barreira feita pelo governo americano, o Ministério do Comércio chinês afirmou que Pequim terá de adotar "medidas abrangentes" se Washington prosseguir com o plano de tarifar em 10% o montante de até US$ 400 bilhões de mercadorias compradas do País.

China elevou o tom contra as medidas de Donald Trump
China elevou o tom contra as medidas de Donald Trump
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Para a China, as "medidas abrangentes vão combinar quantidade e qualidade para se chegar a uma forte contramedida". "Os Estados Unidos violaram as leis do mercado, não entenderam a lógica de desenvolvimento do mundo, prejudicam empresas e a população não apenas de ambos os países como do mundo todo", afirmou nota do Ministério do Comércio da China.

No texto, publicado em seu site, a autoridade comercial chinesa disse que o País vai continuar o ritmo estabelecido das reformas e da abertura, "independente de mudanças do cenário externo".

A escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e China teve início na sexta-feira, 15, quando Washington publicou a lista de produtos chineses que seriam alvo de tarifação de 25%. Parte da barreira sobre US$ 50 bilhões em produtos passa a valer a partir de 6 de julho. Pequim respondeu em igual medida, abarcando mercadorias como a soja e produtos automotivos.

Em reação, o presidente americano, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira, 18, uma investigação contra US$ 200 bilhões de produtos comprados da China, que podem ser alvo de tarifação adicional de 10%. Adiantando-se à retaliação de Pequim, o republicano disse que o volume em mercadorias pode ser elevado para US$ 400 bilhões.

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Estadão
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