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Censo 2022 tem demora na coleta, e IBGE promete bônus de produtividade a recenseadores que cumprirem

IBGE informa que ainda não há perspectiva de prorrogar o prazo de coleta em campo.

23 set 2022 - 17h22
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RIO - Recenseadores contratados temporariamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a coleta do Censo Demográfico 2022 têm recebido promessas de pagamentos de bônus de produtividade, o que faria parte de um esforço do instituto para tentar reduzir a morosidade no levantamento de informações em campo, segundo relatos ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

Nesta sexta-feira, 23, a coleta do Censo completa 54 dias, tendo recenseado 92.130 milhões de brasileiros. Embora tenham se passado quase dois terços do período de coleta, prevista para terminar em 31 de outubro, o total recenseado representa menos da metade da população do País, estimada em 215,138 milhões de pessoas.

Na edição anterior do Censo, em 2010, a coleta já tinha alcançado 80% da população nos primeiros 58 dias de trabalho em campo, com 154,2 milhões de habitantes recenseados num universo populacional menor à época, quando havia 190,733 milhões de brasileiros.

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    Em todo o País, apenas 24,5% dos 452.246 setores censitários tinham sido concluídos até esta sexta-feira, 23. Outros 37,6% sequer tinham sido iniciados. Os demais 37,8% restantes tinham a coleta ainda em andamento.

    A situação era mais grave dependendo do município ou estado. Em Mato Grosso, apenas 12,1% dos setores censitários estavam concluídos, contra uma fatia de 61,2% ainda nem iniciados. Roraima tinha somente 13,3% dos setores concluídos, ante uma fatia de 49,1% de não iniciados. No Acre, apenas 14,4% dos setores estavam concluídos, e 41,6% permaneciam não começados. São Paulo tinha apenas 20,2% dos setores concluídos e 45,8% nem iniciados.

    O instituto tem encontrado dificuldades para preencher todas as vagas de recenseadores necessárias para finalizar o trabalho em campo, além de lidar com milhares de desistências de pessoal já treinado e insatisfeito com o cronograma de pagamentos e as dificuldades encontradas nas ruas.

    Segundo o órgão estatístico, já foram realizados cinco processos seletivos. O mais recente, encerrado na sexta-feira passada, 16, tinha como objetivo preencher 7.795 vagas em diferentes estados, incluindo São Paulo.

    Os recenseadores que chegaram a ser contratados pelo IBGE enfrentaram atraso nos pagamentos, e chegaram a fazer uma paralisação no início deste mês, para reivindicar a regularização de salários atrasados e melhores condições de trabalho, entre outras pautas.

    A convocação, que ganhou corpo nas redes sociais, teve adesão de trabalhadores temporários lotados em diferentes regiões do País. O IBGE informou que o trabalho de coleta não foi prejudicado pela greve, mas reconheceu que houve atraso no pagamento de auxílios prometidos aos trabalhadores temporários, especialmente os referentes ao tempo de treinamento, e anunciou mudanças no procedimento de remuneração, para liberar pagamentos parciais a recenseadores que alcançarem uma cobertura mínima de coleta em setores censitários.

    O Censo Demográfico foi orçado inicialmente pela equipe técnica do IBGE em mais de R$ 3 bilhões para ir a campo em 2020, mas foi enxugado a R$ 2,3 bilhões para ocorrer em 2022, a despeito da inflação acumulada no período. Os recenseadores começaram a visitar todos os cerca de 75 milhões de lares brasileiros no último dia 1º de agosto.

    Estadão
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