Petróleo sobe com paradas em campos do Cazaquistão e lentidão nas exportações da Venezuela
Os preços do petróleo fecharam com alta de 0,5% nesta quarta-feira, diante de perspectivas de uma oferta mais restrita após uma paralisação temporária em dois grandes campos no Cazaquistão e com o baixo volume das exportações de petróleo da Venezuela destacando o lento progresso na reversão dos cortes de produção no país sul-americano.
Os contratos futuros do Brent fecharam com alta de 0,5%, a US$65,24 por barril, enquanto o contrato do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos fechou com alta de 0,4%, a US$60,62 por barril.
Ambos os contratos fecharam em alta de cerca de 1,5% na sessão anterior, depois que o Cazaquistão, produtor da Opep+, interrompeu a produção em seus campos petrolíferos de Tengiz e Korolev no domingo, devido a problemas de distribuição de energia.
Em outra parte do país, o petróleo do vasto campo de Kashagan foi desviado para o mercado doméstico pela primeira vez devido a gargalos no terminal CPC do Mar Negro, disseram quatro fontes do setor à Reuters nesta quarta-feira, depois que os equipamentos do terminal foram seriamente danificados por ataques de drones.
A Reuters informou nesta quarta-feira que a operadora do campo petrolífero de Tengiz, a TCO, declarou força maior nas entregas de petróleo no sistema de oleodutos da CPC, citando uma carta da TCO. A produção de petróleo nos dois campos do Cazaquistão pode ser interrompida por mais sete a dez dias, informou a Reuters na terça-feira, citando três fontes do setor.
O volume de petróleo venezuelano exportado sob um acordo de fornecimento de US$2 bilhões com os Estados Unidos atingiu cerca de 7,8 milhões de barris nesta quarta-feira, segundo dados de rastreamento de navios e documentos da PDVSA, destacando o lento progresso que impediu a empresa estatal de petróleo de reverter totalmente os recentes cortes de produção.