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Brasil chegará 'capenga' ao final de 2026, pressionado por inflação de serviços, diz Samuel Pessôa

Segundo chefe do FGV/Ibre, País estará ao final do atual governo Lula com um 'setor privado machucado' devido aos juros altos

6 mai 2025 - 15h20
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O Brasil chegará ao final do atual governo "um pouco capenga", com uma inflação de serviços muito pressionada, afirmou nesta terça-feira, 6, o chefe do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre), Samuel Pessôa. Ele fez a previsão durante painel que compõe o TAG Summit 2025, em São Paulo.

Pessoa diz não saber o que vai acontecer com a inflação cheia porque ela está e continuará sendo influenciada pelo choque proveniente da guerra. "O que vai acontecer com a inflação total, eu não sei direito, porque tem esse choque agora da guerra, que está inflado, que é um choque para o Brasil desde a inflação na área. Pode ser que a gente tenha até surpresas positivas na inflação daqui para o final do ano, mas vamos continuar com o mercado de trabalho pressionado e, portanto, inflação de serviços alta", analisou Pessôa.

A avaliação dele é a de que o Brasil vai chegar ao final do ano que vem com serviços altos, o que tende a manter o setor privado pressionado. Para ele, o governo vai manter o consumo tanto por medidas nas áreas sociais quanto com novos mecanismos para concessão de crédito. Isso, de acordo com Pessoa, vai gerar um custo de demanda de 0,5% no fim desse ano e mais 0,5% no ano que vem.

Segundo Pessôa, governo faz pressão sobre a inflação para sustentar o consumo
Segundo Pessôa, governo faz pressão sobre a inflação para sustentar o consumo
Foto: Helvio Romero/Estadão / Estadão

"Tem ainda o esforço de pegar uns R$ 15 bilhões do fundo soberano e colocar para uma faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, que vai gerar um esforço adicional sobre a demanda da economia. Então, o governo faz pressão para sustentar o consumo. A inflação fica pressionada, o Banco Central tem que mandar manter os juros altos. Isso vai machucando o balanço das empresas e eu não sei quanto que elas aguentam. Esse ciclo de juros altos já era para ter caído, a gente achava que fosse cair, quando a gente acha que vai cair tem medidas do Executivo para sustentar o segmento acima das possibilidades de economia", lamentou o economista do Ibre.

"Ou seja, a gente vai chegar ao final do ano que vem capengando e com um setor privado machucado. Então, dá um medo de uma regressão. Agora, a gente tem vários exemplos nos últimos 20 anos de governos que produziram inflação, desorganização macroeconômica, muito penalizado pela democracia, inclusive", continuou Pessôa.

Estadão
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