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Banco Central desiste de regulação do Pix Parcelado no curto prazo

BC informou a agentes do mercado que são necessários mais estudos para equilibrar modelos e ganhos para o usuário

5 dez 2025 - 21h22
(atualizado em 5/12/2025 às 08h57)
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Resumo
O Banco Central adiou indefinidamente a regulação do Pix Parcelado, destacando a necessidade de mais estudos para equilibrar os modelos de mercado e benefícios ao usuário, apesar de avanços em questões operacionais.
Banco Central desiste de regulação do Pix Parcelado no curto prazo
Banco Central desiste de regulação do Pix Parcelado no curto prazo
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

BRASÍLIA E SÃO PAULO - A regulação do Pix Parcelado, originalmente prevista para setembro e depois adiada para novembro, deve demorar mais tempo e não tem prazo para ser publicada pelo Banco Central (BC), apurou o Estadão/Broadcast. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, são necessários mais estudos para equilibrar os modelos produzidos pelo mercado e ganhos para o usuário.

Nesta quinta-feira, durante uma plenária do Fórum Pix, um ambiente de coordenação e discussão com os agentes do mercado, técnicos do BC disseram que a regulamentação não seria lançada, de acordo com pessoas que participaram do encontro e conversaram com a reportagem sob a condição de anonimato. Imediatamente, a possibilidade seria de fazer restrições pontuais nos modelos já em operação pelo mercado.

No entanto, a regulação e a criação de um produto padronizado continuam na agenda da autarquia, mas os técnicos ainda não chegaram a uma solução que cumpra dois pré-requisitos: não desincentivar as operações de crédito criadas pelo mercado e atualmente chamadas de "Pix Parcelado", por um lado, e aumentar a transparência, eficiência e usabilidade para o usuário, por outro.

O período de fim de ano torna esse processo mais complexo. Isso contribui para inviabilizar um prazo para a publicação da norma.

Como mostrou o Estadão/Broadcast em setembro, a adesão às soluções de mercado para o Pix Parcelado foi mais rápida do que o antecipado pelo BC, o que virou a chave na regulação para avaliar se seria necessário proibir alguma delas. Ainda existe a intenção de criar uma jornada padronizada para o cliente, sem inviabilizar os serviços que já estão sendo disponibilizados por instituições financeiras.

Outros entraves na regulação, de caráter mais operacional, já foram superados. O mercado e o BC chegaram a um acordo para evitar qualquer possibilidade de superendividamento - uma preocupação da autarquia -, impedindo que as operações de crédito do Pix Parcelado caiam no rotativo em caso de inadimplência.

Também chegaram ao consenso de que a fatura do Pix Parcelado e do cartão seja única, desde que discriminando as transações.

No fim de outubro, o Estadão/Broadcast mostrou que a divergência sobre a forma como as parcelas seriam contabilizadas - na fatura do cartão de crédito, como defendiam bancos e fintechs, ou de forma apartada, como queria o BC - estava travando a regulação do produto.

autoridade monetária e as principais associações de instituições financeiras vinham dialogando para resolver o imbróglio.

Estadão
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