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Bacia de Campos tem 7 plataformas da Petrobras com casos de Covid-19, diz sindicato

29 abr 2020 - 15h54
(atualizado às 17h12)
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Sete plataformas da Petrobras na Bacia de Campos registraram casos do novo coronavírus entre os trabalhadores, segundo levantamento da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que está buscando junto a autoridades a interdição de unidades para evitar um contágio maior, afirmou à Reuters o coordenador-geral da entidade, José Maria Rangel.

Funcionários na plataforma P-50, da Petrobras, na Bacia de Campos 
21/04/2006
REUTERS/Bruno Domingos
Funcionários na plataforma P-50, da Petrobras, na Bacia de Campos 21/04/2006 REUTERS/Bruno Domingos
Foto: Reuters

As plataformas da petroleira com casos confirmados na Bacia de Campos até o momento, segundo dados da FUP reunidos junto aos trabalhadores, são: P-26, P-50, P-18, P-35, P-20, P-33 e P-62.

Até o fim da semana, a FUP e o Sindicato Norte Fluminense (Sindipetro-NF) vão enviar petições à agência reguladora ANP, à vigilância sanitária, além da própria Petrobras, pedindo a interdição de algumas das plataformas que apresentaram até agora o maior número de casos.

"A gente tem envolvido (outros órgãos) para tentar ver se a gente consegue paralisar essas unidades", disse Rangel, que lidera a federação que tem 13 sindicatos filiados, incluindo o Sindipetro-NF.

A Bacia de Campos, que historicamente foi a maior produtora do país, perdeu relevância nos últimos anos, perdendo o posto para a Bacia de Santos, após a descoberta de grandes campos produtores do pré-sal na região vizinha.

As plataformas com casos registrados em Campos reportadas pela FUP são antigas e, juntas, não representam parcela importante da produção da Petrobras.

Rangel destacou que a P-26, por exemplo, onde havia um maior número de registros nos últimos dias, está fora de produção e será descomissionada.

Segundo ele, estão sendo realizadas reuniões semanais dos sindicatos com a Petrobras, nas quais a petroleira apenas apresenta as medidas empenhadas e informa um total de casos registrados do Covid-19 na empresa, sem detalhar onde e quais são esses casos.

Rangel disse que gostaria que os sindicatos pudessem participar mais das decisões para combater a doença.

Procurada, a Petrobras não comentou os casos registrados pela FUP nas sete plataformas da Bacia de Campos e frisou que monitora todas as ocorrências suspeitas entre os colaboradores, dentro ou fora das unidades, desde o primeiro reporte de sintomas.

"Tomamos todas as medidas preventivas para evitar o contágio nesses casos e orientamos o colaborador e seus familiares por meio das nossas equipes de saúde, seguindo as definições das autoridades sanitárias", afirmou.

A ANP registrou até 28 de abril 625 casos confirmados de Covid-19 nas empresas que executam atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Brasil, sendo que 243 profissionais acessaram instalações marítimas de perfuração e produção. O total de suspeitos nessas empresas somam 1.445.

A agência também não fornece detalhes sobre onde ocorreram esses casos e quais as empresas que empregam esses profissionais.

Anteriormente, apenas dois casos tornaram-se públicos, nas plataformas do tipo FPSO Capixaba, sob operação da holandesa SBM Offshore , e Cidade de Santos, sob operação da japonesa Modec . Ambas estão a serviço da Petrobras e chegaram a ser paralisadas.

Recentemente, a petroleira estatal passou a realizar testes rápidos para a triagem de colaboradores no momento do embarque para as plataformas. No entanto, Rangel pontuou que os trabalhadores não são testados no desembarque.

Segundo o líder sindical, há relatos de trabalhadores que estiveram em contato com casos positivos de Covid-19 nas plataformas e não foram testados ao deixar as unidades.

Em resposta à Reuters, a Petrobras afirmou que desde o início da pandemia adotou medidas preventivas em linha com as recomendações de autoridades sanitárias e órgãos reguladores.

A empresa destacou ainda que reduziu o efetivo em unidades operacionais, tomando medidas mais rigorosas no setor offshore, como isolamento domiciliar monitorado e triagem médica no pré-embarque, com suspensão do embarque de quem apresentar qualquer sintoma.

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