Apresentadora diz ter sido discriminada por ser branca e exige R$ 20 milhões da ex-emissora
Caso envolvendo Kate Merrill nos Estados Unidos ressalta o problema recorrente da guerra de egos que o público não vê
Kate Merrill se demitiu do canal WBZ, afiliado da CBS, em junho de 2024, após 20 anos no ar. Na época, os telespectadores ficaram chocados com a saída repentina e sem explicação. Agora, detalhes surpreendentes vêm à tona.
A apresentadora de telejornal saiu em consequência de denúncias de colegas negros que disseram ter sofrido recorrentes “microagressões” dela no estúdio.
A resposta de Kate Merrill pegou a todos de surpresa: alega que foi perseguida no trabalho por ser mulher e branca, em um ambiente que supostamente privilegiaria homens pretos. Além disso, nega ter cometido racismo.
O embate chegou a um tribunal, com a jornalista exigindo receber 4 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões) por indução à demissão e danos morais por difamação. Ela não conseguiu outro emprego depois do desligamento polêmico.
A imprensa descobriu que os sorrisos e elogios diante das câmeras da WBZ escondiam uma rotina de gritos e fofocas entre os apresentadores nos bastidores.
Aliás, não se trata de um caso raro. Em quase todas as emissoras, inclusive as brasileiras, há rivalidade explícita entre âncoras e um clima permanente de estresse.
Na TV, poucos conseguem controlar a vaidade de querer aparecer mais que o outro e concentrar poder quando dividem os holofotes.