Especialistas afirmam que crianças criadas nas décadas de 60 e 70 desenvolveram um tipo de resiliência que muitas crianças de hoje não possuem naturalmente
Tadeu Schmidt, apresentador do 'BBB 26', viveu era de brincadeiras na rua; especialistas explicam tipo de resiliência do passado que não existe mais
Não há duvidas de que as crianças crescidas nas décadas de 1960 e 1970 viveram uma infância muito diferente das gerações atuais. Em um mundo sem internet, celulares ou redes sociais, o tempo parecia correr de outra maneira.
Havia mais espaço para a descoberta espontânea, para a imaginação e até para o tédio, um elemento que, segundo especialistas, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento emocional dessas gerações.
Limitadas por regras sociais da época ou, em alguns casos, privilegiadas por contextos familiares mais estáveis, muitas dessas crianças tinham algo que hoje parece raro: tempo livre.
Sem tecnologia para preencher cada minuto do dia, elas eram praticamente obrigadas a inventar o que fazer. E foi justamente dessa liberdade que nasceu um tipo de resiliência. Era uma habilidade construída no cotidiano, enfrentando pequenas frustrações e aprendendo a resolver problemas por conta própria.
A terapeuta Dra. Gloria Brame, PhD, lembra que o tédio era uma presença constante naquela época. E, curiosamente, isso não era necessariamente algo negativo. Pelo contrário: era o ponto de partida para a criatividade e para a autonomia.
"Sem iPhones, sem computadores e sem pais por perto tentando resolver todos os nossos problemas. Geralmente não tínhamos supervisão nem dinheiro, a menos que trabalhássemos como babás ou em empregos de meio período."
Sem distrações tecnológicas, o tédio funcionava como um convite silencioso para explorar o mundo real. Ler um livro, sair para jogar ...
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