Insistência de repórteres em provocar Luana Piovani sobre Virgínia beira o desrespeito
Tentativas de estimular a rivalidade entre as duas famosas revelam a cruel dinâmica da viralização
Luana Piovani tem 35 anos de carreira, entre as passarelas, a TV, o teatro e o cinema. Tornou-se uma relevante artista engajada em causas sociais. Mas, neste Carnaval, tem de ouvir perguntas especulativas sobre Virginia.
As duas não são amigas nem se seguem nas redes sociais. Aliás, Piovani é assumidamente crítica à louvação da influenciadora na mídia.
Por isso, a insistência em questioná-la a respeito chega a ser desrespeitoso. Há nítida intenção de estimular a rivalidade feminina e conseguir uma resposta ‘lacrativa’ para gerar audiência.
Luana acerta em não cair na armadilha. Melhor desconversar ou ser diplomática. Mais do que um simples constrangimento momentâneo, esse tipo de abordagem revela um vício antigo do entretenimento: reduzir mulheres a antagonismos fabricados, como se o interesse público dependesse necessariamente de embates pessoais.
É legítimo que figuras públicas tenham opiniões divergentes e que a imprensa questione posicionamentos.
O problema surge quando o foco deixa de ser o trabalho, as ideias ou a atuação artística para se transformar em uma tentativa de extrair polêmica vazia a qualquer custo.
Quando a pergunta já nasce com a intenção de gerar viralização, ela perde valor jornalístico e se aproxima do sensacionalismo.
Ao preservar sua postura e evitar alimentar narrativas simplistas, Luana Piovani demonstra maturidade e consciência de seu valor.