Assisti a 'O Morro dos Ventos Uivantes' sem ter lido o livro antes. Agora sinto que foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado
Nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell, aposta em desejo, toxicidade e estética maximalista para reinventar a obra de 1847.
Quando, em 1847, "O Morro dos Ventos Uivantes" foi publicado, Emily Brontë não imaginava que, quase dois séculos depois, seu romance inspiraria um filme tão ardente que, mesmo antes da estreia, já se tornou um verdadeiro fenômeno!
Parte da responsabilidade pode estar na escolha de Margot Robbie e Jacob Elordi como protagonistas. Ou talvez na trilha com música de Charli XCX, no teaser provocante, ou ainda em ouvir Elordi nos dizer: "Eu te seguiria como um cachorro até o fim do mundo". Ou talvez seja tudo isso ao mesmo tempo.
Depois de assistir ao filme, posso garantir que todo esse hype é mais do que justificado - pelo menos para mim, que não precisei ler o livro para aproveitar a experiência. Descobri uma história fascinante de paixão, desejo e violência. E fico feliz por não ter lido o romance antes, porque poderia ter sido guiado pelas expectativas.
Filme não é adaptação tradicional do romance
É importante deixar claro que o que Emerald Fennell - diretora e roteirista - faz aqui não é uma adaptação tradicional do romance. Isso já fica evidente até nas aspas que enquadram o título. O filme "O Morro dos Ventos Uivantes" é baseado na obra, mas não é uma adaptação fiel. E, como tal, toma todas as liberdades que deseja, já que seu objetivo não é atender às expectativas dos leitores - nem mesmo às dos espectadores.
A proposta de Fennell é brincar com nossa mente e com nosso desejo. O filme surge para dar um toque picante ao romantismo clássico. É a versão da diretora, guiada apenas p...
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