Primeiro reality brasileiro de gastronomia japonesa tem Yudi Tamashiro e chefs famosos
Idealizado por empresários, ‘Izu Master Roll’ quer levar o público a viver uma imersão na cozinha
‘Ganbatte’ é uma expressão japonesa usada para encorajar uma pessoa a enfrentar um desafio. O termo se aplica à dinâmica do ‘Izu Master Roll’, o primeiro reality show de gastronomia japonesa no Brasil. Os competidores disputarão o prêmio de R$ 100 mil.
As gravações começam em março, na cidade de Goiânia, e a estreia deverá acontecer no final do mesmo mês, com exibição exclusiva no YouTube. A apresentação será de Yuri Tamashiro, um dos poucos artistas com ascendência nipônica em destaque na TV. (Confira uma entrevista com ele abaixo.)
Os idealizadores do programa são Bárbara Alencar Coelho e Daniel Alencar Coelho, do restaurante Izu Japanese Food. A ideia é oferecer um formato inovador no meio de tantos realities de comida.
“Eu entendi que não era copiar um reality, e sim criar um produto de mídia com identidade própria: estética japonesa, ritmo brasileiro e um diferencial que poucos programas têm de verdade, uma votação híbrida, digital e física nas nossas lojas”, explica a empresária.
“O maior desafio é traduzir o padrão do restaurante em linguagem de storytelling: personagens, tensão, evolução, julgamento, bastidores e tudo isso sem perder a sofisticação e sem banalizar a culinária japonesa.”
O prato vencedor vai entrar no cardápio dos restaurantes Izu. “Não é só performance, é legado”, explica Bárbara. Entre os jurados estão o chef Danilo Maciel, dono de duas estrelas Michelin e à frente do Oizumi Sushi, e a também chef Dayse Paparoto, do Paparoto Cucina, vencedora da 1ª temporada do ‘MasterChef Profissionais’ na Band. Haverá a participação de outros especialistas em gastronomia e confeitaria.
“Esse reality conversa com a minha história.”
Yudi Tamashiro detalhou sua participação no programa e o impacto da origem nipônica na carreira.
Como entrou para o projeto?
Recebi esse convite como um presente. Lembro que, quando me explicaram a ideia, meu coração já começou a bater diferente. Não era só um reality, era algo que conversava com a minha história, com a minha família, com tudo que eu sou. Eu não aceitei na mesma hora por impulso, mas posso dizer que aceitei com o coração muito certo. Orei, conversei com pessoas próximas e senti uma paz enorme. Aí eu soube: era pra ser.
É telespectador deste formato de reality de gastronomia? Já foi convidado a participar de algum?
Sempre gostei de realities gastronômicos, sim. Acho fascinante ver o talento, a pressão, a criatividade das pessoas. Recebi convites ao longo da carreira, mas nunca algo que realmente tivesse conexão direta comigo. O Izu Master Roll foi o primeiro que fez meus olhos brilharem de verdade.
Como é sua relação com a comida japonesa?
A gastronomia japonesa sempre esteve presente na minha vida. Desde pequeno, em casa, nas reuniões de família. Não sou chef, longe disso (risos), mas sei fazer algumas coisas simples e tenho meus pratos do coração: sushi, sashimi, ramen. É uma comida que carrega afeto, memória e respeito.
De que forma sua ligação com a cultura japonesa influenciou o olhar como apresentador?
Influencia em tudo: no respeito aos participantes, na forma de ouvir, no silêncio quando ele é necessário. A cultura japonesa me ensinou muito sobre disciplina, honra e humildade, e levo isso para frente das câmeras.
Há poucos artistas de origem japonesa na mídia. Como é ser uma exceção e representar um grupo tão importante?
Eu encaro isso com muita responsabilidade. Não como um peso, mas como uma missão. Sei que não represento só a mim mesmo, mas uma comunidade inteira que ajudou a construir o Brasil. Quero abrir portas, inspirar outros talentos e mostrar que existe espaço, sim, para diversidade na TV.
Como tem sido a preparação para as gravações?
Estou estudando, conversando com especialistas, aprendendo termos, técnicas, histórias. Não para virar chef, mas para respeitar o trabalho de quem está ali competindo e conseguir conduzir o programa com verdade e sensibilidade.
Numa rede social, você mostrou a venda da sua casa em São Paulo. Como está o plano de se mudar para o Japão?
São ciclos se encerrando e outros começando. O Japão sempre esteve no meu coração, e agora sinto que chegou a hora de viver isso de forma mais profunda. Não é uma fuga, é um reencontro.