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Resident Evil 2 Remake: 20 horas de gameplay e muitos sustos

Releitura do clássico de 1998 é tão bom quanto o original: o tão esperado remake da franquia promete sustos, adrenalina e emoção.

4 fev 2019
19h02
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A trama por trás de Resident Evil 2 Remake é velha conhecida dos fãs da franquia: uma comunidade americana é transformada em zumbi pelo T-virus, uma arma biológica desenvolvida pela empresa farmacêutica Umbrella Corporation. Assim, Leon e Claire precisam sobreviver em meio a criaturas repugnantes para combater o terrível vilão Mr. X. Isso tudo em aproximadamente 20 horas de gameplay, para fã nenhum botar defeito.

O tão esperado remake do clássico de 1998, lançado pela Capcom no dia 25 de janeiro para PlayStation 4, Xbox One e PC, é  uma surpresa. Afinal, o que mudou em relação ao original? Como é a jogabilidade e os gráficos?

Assim como no original, Resident Evil 2 Remake tem duas campanhas principais. Dessa forma, você vai jogar com Claire e Leon. Entretanto, a ordem em que você escolher não vai alterar o desenrolar da trama, ao contrário do que acontecia no original lançado para o primeiro PlayStation. Na nova versão do clássico, ainda podemos jogar com Ada Wong, uma personagem que já se revela uma espiã, ao contrário do game original onde sua lealdade demorava para ser descoberta.

Um dos truques do game original era utilizar o jogo de câmeras para dar sustos nos jogadores. Assim, o ângulo de cima na diagonal, como em câmeras de segurança, não revelava muito do cenário, e você esperava que um zumbi fosse surgir a qualquer momento. Agora, entretanto, a câmera é posicionada nas costas dos personagens, mas o resultado não deixa de ser tão assustador quanto. Isso porque o jogo se tornou ainda mais escuro, com necessidade até mesmo de lanternas em certos pontos. Dessa forma, mesmo com o ângulo mais aberto, os sustos são garantidos.

Foto: Capcom / Divulgação

Resident Evil 2 Remake agora traz diálogos não apenas em cutscenes, mas também durante o gameplay. Assim, podemos entrar mais na mente de Claire e Leon, compartilhando os pensamentos e aflições dos personagens durante o jogo.

No original, os únicos sons ouvidos eram passos e gritos distantes, acompanhados pela brilhante trilha sonora de Masani Ueda, Shusaku Uchiyama e Syun Nishigaki. Agora, o jogo ganha no fator emoção, mostrando, assim, mais detalhes do que se passa na cabeça dos nossos protagonistas.

Leon S. Kennedy é um policial que em seu primeiro dia de trabalho já tem que combater mortos-vivos e criaturas monstruosas. Em sua campanha, podemos andar pelas ruas de Raccoon City e explorar mais territórios.

Foto: Capcom / Divulgação

Além disso, um novo inimigo é apresentado: um ser gosmento e pavoroso que dispara filhotinhos como arma. Um velho conhecido, porém, também dá as caras: o Crocodilo Gigante. Afinal, easter-eggs e releituras são sempre bem-vindas, seja para quem já jogou o original, seja para novatos que com certeza embarcarão na trama.

Lembra que comentamos sobre a escuridão das cenas? Pois na campanha de Claire Redfield muitas cenas tiram o fôlego pelos elementos sombrios. A estudante universitária que está à procura do irmão nos leva até a famosa biblioteca (que parece muito maior) e também até a delegacia da cidade (que parece muito menor). Claire também se mostra mais madura e com aparência menos frágil do que na versão lançada há 21 anos.

Assim como aconteceu em Mortal Kombat 10, as animações e mortes ficaram muito mais viscerais. Assim, a todo momento vemos sangue na tela, o que pode incomodar os de estômago mais fraco.

Outra mudança é que os zumbis agora podem te atacar em grupo. Importante: ser atacado por um morto-vivo agora não é mais sinônimo de sofrer danos. Dessa maneira, você pode enfiar a faca no zumbi e recuperar ela depois, por exemplo.

É visível o esforço da Capcom para conseguir uma qualidade superior de gráficos. O produtor Tsuyoshi Kanda e o diretor Kazunori Kadoi falaram, em entrevista recente, que o motor RE Engine é o mesmo de Resident Evil 7, mas que eles conseguiram aprimorar ainda mais o resultado final. Sorte dos fãs!

Foto: Capcom / Divulgação

Em resumo, Resident Evil 2 Remake se vale dos mesmos elementos que transformaram a série em sucesso mundial: sustos, boa história, personagens cativantes e muito “tiro, porrada e bomba”.

Dessa forma, novas armas foram introduzidas para se juntar às tradicionais metralhadoras e pistolas: granadas de explosão (que matam de uma só vez grupos inteiros de zumbis) e granadas de atordoamento (que retardam a ação dos mortos-vivos).

Residient Evil 2 Remake certamente vai ser bem recebido pelos fãs de horror, zumbis e jogos de tiro, se encaminhando para ser um dos grandes sucessos de 2019. Remakes são sempre bem-vindos quando conseguem trazer elementos novos, atualizando a franquia e ganhando o coração de novos fãs. E aí, ficou com vontade de jogar?

Geek

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