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Químicos criam cérebro sintético que guarda memória em prata

19 mar 2019
10h06
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Cientistas da UCLA (Califórnia) conseguiram um grande passo para a pesquisa de cérebros artificiais. Eles conseguiram desenvolver uma espécie de cérebro sintético com um circuito de auto montagem que se assemelha a estrutura e atividade elétrica de partes de um cérebro real.

O projeto é de autoria do engenheiro químico James Gimzewski. Em 2012, ele declarou que queria criar um cérebro sintético, e isto está cada vez mais próximo.

“Eu quero criar um cérebro sintético”, escreveu Gimzewski na época. “Eu quero criar uma máquina que pense, uma máquina que possua inteligência física. Tal sistema não existe e promete causar uma revolução que poderíamos chamar de revolução pós-humana.”

Foto: Visualhunt.com / Reprodução

Gimzewski e sua equipe descobriram que uma grade de colunas de cobre bem compactadas, quando tratadas com nitrato de prata, produzem minúsculos fios em direções aparentemente aleatórias que espelhavam os neurônios de interconexão ramificados encontrados em um cérebro.

Em escala atômica, as conexões entre esses nanofios de prata se assemelham a sinapses, que são as junções nas quais dois neurônios se encontram e transmitem sinais entre si. O modo como esses fios se organiza e comporta se parecem muito com como o cérebro funciona visto por meio de uma ressonância magnética, por exemplo.

“Quando todos estão combinados, eles começam a conversar um com o outro”, disse Gimzewski à ZDNet. “De certo modo, todo o circuito ganha vida, em certo sentido, em que cada parte está interagindo com todas as outras partes. E existem caminhos nos quais podemos estabelecer conexões neuro mórficas mais fortes.”

O pesquisador, porém, dá um alerta: “É perigoso correlacionar diretamente coisas como: ‘Isso é um cérebro!'”, disse Gimzewski. “Ele está exibindo características elétricas que são muito semelhantes a uma ressonância magnética funcional do cérebro, semelhante às características elétricas das culturas neuronais e também aos padrões de EEG”.

(*) Flávio Croffi é editor do site Geekness

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