Carnaval: O que mais leva foliões ao médico e como se prevenir
Calor, álcool e descuido explicam os atendimentos mais comuns na folia
O atendimento médico no Carnaval aumenta todos os anos. Com ruas cheias, os prontos-atendimentos também ficam lotados. Grande parte dos casos poderia ser evitada com medidas simples.
Calor intenso, poucas horas de sono e excesso de álcool sobrecarregam o corpo. A combinação favorece mal-estar, desmaios e infecções.
Entender os riscos ajuda a curtir a festa com segurança.
Desidratação lidera os atendimentos
A desidratação é uma das ocorrências mais frequentes. Ela começa de forma silenciosa e evolui rapidamente.
Os primeiros sinais costumam ser:
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Tontura.
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Fraqueza.
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Dor de cabeça.
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Boca seca.
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Sensação de mal-estar.
Segundo o médico Pedro Araguez, diretor da Leve Saúde, o corpo dá avisos claros. O problema é que muitos foliões ignoram esses sinais.
Sem reposição adequada de líquidos, o quadro pode se agravar. Em casos mais graves, pode haver confusão mental e queda de pressão.
Desmaios e queda de pressão
Os desmaios também são comuns durante a folia. Geralmente, estão ligados a calor excessivo e longos períodos em pé.
O álcool agrava ainda mais a situação. Ele dilata vasos sanguíneos e facilita a queda de pressão.
Para prevenir:
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Beba água regularmente.
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Faça pausas na sombra.
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Evite ficar muitas horas sem se alimentar.
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Intercale álcool com água.
Medidas simples reduzem bastante o risco.
Problemas gastrointestinais aumentam
Alimentação irregular favorece desconfortos intestinais. Comer na rua exige atenção redobrada.
Alimentos mal conservados podem causar:
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Náusea.
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Vômito.
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Diarreia.
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Dor abdominal.
Além do incômodo imediato, há risco de desidratação. Isso pode agravar ainda mais o estado geral.
Infecções e queda da imunidade
Aglomerações facilitam transmissão de vírus respiratórios e gastrointestinais. Compartilhar copos e latas aumenta o risco de contaminação.
O cansaço reduz a imunidade do organismo. Pouco sono e alimentação desregulada enfraquecem as defesas naturais.
Higienizar as mãos e evitar compartilhar objetos são atitudes essenciais.
Pequenos ferimentos também preocupam
Quedas e cortes leves são frequentes no Carnaval. Muitos foliões ignoram lesões aparentemente simples.
Mesmo escoriações pequenas precisam de limpeza adequada. Sem cuidado, o risco de infecção aumenta.
Se houver vermelhidão intensa ou secreção, procure avaliação médica.
Quando interromper a folia
Alguns sinais não devem ser ignorados. Interromper a festa pode evitar complicações.
Procure atendimento se houver:
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Desmaio.
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Febre persistente.
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Vômitos contínuos.
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Dor abdominal intensa.
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Confusão mental.
Esses sintomas indicam que o corpo ultrapassou o limite.
Como aproveitar com segurança
O Carnaval não precisa terminar no hospital. Cuidar da saúde faz parte da experiência.
Para reduzir riscos:
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Hidrate-se ao longo do dia.
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Durma sempre que possível.
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Alimente-se de forma equilibrada.
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Respeite seus limites físicos.
Segundo especialistas, prevenção é a melhor estratégia. O objetivo não é deixar de aproveitar. É garantir que a festa termine com boas lembranças.