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Carnaval: O que mais leva foliões ao médico e como se prevenir

Calor, álcool e descuido explicam os atendimentos mais comuns na folia

11 fev 2026 - 16h11
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O atendimento médico no Carnaval aumenta todos os anos. Com ruas cheias, os prontos-atendimentos também ficam lotados. Grande parte dos casos poderia ser evitada com medidas simples.

Hidratação regular e pausas na sombra ajudam a evitar atendimento médico no Carnaval
Hidratação regular e pausas na sombra ajudam a evitar atendimento médico no Carnaval
Foto: SHutterstock / Saúde em Dia

Calor intenso, poucas horas de sono e excesso de álcool sobrecarregam o corpo. A combinação favorece mal-estar, desmaios e infecções.

Entender os riscos ajuda a curtir a festa com segurança.

Desidratação lidera os atendimentos

A desidratação é uma das ocorrências mais frequentes. Ela começa de forma silenciosa e evolui rapidamente.

Os primeiros sinais costumam ser:

  • Tontura.

  • Fraqueza.

  • Dor de cabeça.

  • Boca seca.

  • Sensação de mal-estar.

Segundo o médico Pedro Araguez, diretor da Leve Saúde, o corpo dá avisos claros. O problema é que muitos foliões ignoram esses sinais.

Sem reposição adequada de líquidos, o quadro pode se agravar. Em casos mais graves, pode haver confusão mental e queda de pressão.

Desmaios e queda de pressão

Os desmaios também são comuns durante a folia. Geralmente, estão ligados a calor excessivo e longos períodos em pé.

O álcool agrava ainda mais a situação. Ele dilata vasos sanguíneos e facilita a queda de pressão.

Para prevenir:

  • Beba água regularmente.

  • Faça pausas na sombra.

  • Evite ficar muitas horas sem se alimentar.

  • Intercale álcool com água.

Medidas simples reduzem bastante o risco.

Problemas gastrointestinais aumentam

Alimentação irregular favorece desconfortos intestinais. Comer na rua exige atenção redobrada.

Alimentos mal conservados podem causar:

  • Náusea.

  • Vômito.

  • Diarreia.

  • Dor abdominal.

Além do incômodo imediato, há risco de desidratação. Isso pode agravar ainda mais o estado geral.

Infecções e queda da imunidade

Aglomerações facilitam transmissão de vírus respiratórios e gastrointestinais. Compartilhar copos e latas aumenta o risco de contaminação.

O cansaço reduz a imunidade do organismo. Pouco sono e alimentação desregulada enfraquecem as defesas naturais.

Higienizar as mãos e evitar compartilhar objetos são atitudes essenciais.

Pequenos ferimentos também preocupam

Quedas e cortes leves são frequentes no Carnaval. Muitos foliões ignoram lesões aparentemente simples.

Mesmo escoriações pequenas precisam de limpeza adequada. Sem cuidado, o risco de infecção aumenta.

Se houver vermelhidão intensa ou secreção, procure avaliação médica.

Quando interromper a folia

Alguns sinais não devem ser ignorados. Interromper a festa pode evitar complicações.

Procure atendimento se houver:

  • Desmaio.

  • Febre persistente.

  • Vômitos contínuos.

  • Dor abdominal intensa.

  • Confusão mental.

Esses sintomas indicam que o corpo ultrapassou o limite.

Como aproveitar com segurança

O Carnaval não precisa terminar no hospital. Cuidar da saúde faz parte da experiência.

Para reduzir riscos:

  • Hidrate-se ao longo do dia.

  • Durma sempre que possível.

  • Alimente-se de forma equilibrada.

  • Respeite seus limites físicos.

Segundo especialistas, prevenção é a melhor estratégia. O objetivo não é deixar de aproveitar. É garantir que a festa termine com boas lembranças.

Saúde em Dia
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