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Fundador do Spotify deixa cargo de CEO em meio a pressão contra investimentos em empresa militar

Daniel Ek fundou o streaming de música em 2006, na Suécia, e tem estado à frente da empresa desde então

30 set 2025 - 12h01
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Daniel Ek, fundador do Spotify, está deixando o cargo de CEO, afirmou a empresa nesta terça-feira, 30. A companhia de streaming de música será comandada por dois co-CEOs a partir de janeiro de 2026: o atual diretor de produtos e tecnologia Gustav Söderström e o diretor comercial Alex Norström. Ek vai continuar na empresa na função de presidente executivo. Após o anúncio, as ações do Spotify caíram cerca de 3%.

O Spotify informou em um comunicado na manhã desta terça que a mudança "formaliza" a maneira como a empresa vem funcionando desde 2023, com Söderström e Norström liderando amplamente o desenvolvimento estratégico e a execução operacional.

Ek disse, inclusive, que já havia "transferido grande parte da gestão diária e da direção estratégica" para a dupla. "Essa mudança simplesmente alinha os cargos à forma como já operamos", disse ele. Como presidente executivo, Ek disse que se concentrará no "longo prazo" do Spotify.

Em uma sessão de perguntas e respostas online após o anúncio, Ek disse que sua nova função não seria cerimonial, como os investidores com uma "perspectiva americana" poderiam esperar. Na Europa, um presidente executivo é normalmente "bastante ativo nos negócios" e atua como representante de "certas partes interessadas", como governos, disse ele.

Ek também afirmou que ainda vê oportunidades de crescimento, incluindo uma "grande parte do mundo que realmente não está acostumada ao streaming", que se estende da Ásia à África, bem como novas tecnologias, incluindo inteligência artificial (IA).

"Vou continuar incentivando a equipe a olhar para o futuro e manter o foco no longo prazo", disse ele.

Desde que Ek fundou o Spotify, há cerca de duas décadas, a ascensão da plataforma ajudou a transformar o mercado musical e abriu caminho para o streaming moderno. O Spotify tem agora mais de 700 milhões de assinantes e uma biblioteca com mais de 100 milhões de músicas, 7 milhões de títulos de podcasts e 350 mil audiolivros.

O fundador estava, porém, na mira do público e foi alvo de protestos após investir na Helsinki, startup militar que estaria ligada à guerra em Gaza. Além da pressão de usuários no boicote do streaming, alguns artistas retiraram suas obras da plataforma como sinal de desaprovação do investimento de Ek - que também ocupa uma cadeira na diretoria da startup.

A inglesa Massive Attack está entre as bandas que retiraram seu catálogo do streaming. Artistas independentes também se juntaram ao movimento, nomeado "No Music for Genocide" (sem música para o genocídio, em tradução literal), que conta com mais de 400 músicos.

Em comunicado, o Spotify afirmou que a Helsinki e o streaming de música são "duas empresas diferentes" e que a startup "não estava envolvida em Gaza".

A Helsing também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que sua tecnologia tem foco no conflito na Ucrânia. "Atualmente, vemos informações falsas se espalhando de que a tecnologia da Helsing está sendo utilizada em zonas de guerra fora da Ucrânia. Isso não é correto. Nossa tecnologia é utilizada em países europeus para dissuasão e defesa contra a agressão russa apenas na Ucrânia."/COM AP

Estadão
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