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Bebês sob encomenda? Startups americanas vendem testes genéticos para escolher embriões por aparência, inteligência e até personalidade, reacendendo debate sobre eugenia

A expansão dos testes genéticos pré-implantacionais para seleção de embriões levanta questionamentos científicos e éticos sobre até onde a reprodução assistida deve ir

7 jan 2026 - 11h15
(atualizado às 21h33)
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Foto: Xataka

No fim do ano passado, em novembro de 2025, a Nucleus Genomics, uma startup americana de biotecnologia que oferece testes de sequenciamento de genoma completo para análise de saúde, entrou no centro de uma polêmica em Nova York ao anunciar um serviço que permite classificar embriões antes da implantação no útero, prática que tradicionalmente tem como objetivo a prevenção de doenças genéticas, mas que, nesse caso, vai além e inclui a previsão de traços físicos, inteligência e até comportamento.

Embora o anúncio tenha gerado forte repercussão, ele não é um caso isolado. A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo: a comercialização de testes genéticos pré-implantacionais por empresas de reprodução assistida nos Estados Unidos. Essa prática combina fertilização in vitro, análise genética avançada e algoritmos de risco, e levanta questionamentos científicos, legais e éticos sobre até onde a reprodução assistida deveria ir.

Teste genético pré-implantacional: entenda como os cientistas conseguem "prever" traços 

Tudo começa na fertilização in vitro (FIV), procedimento no qual embriões são gerados em laboratório. Antes da implantação no útero, algumas células desses embriões são analisadas por meio do chamado teste genético pré-implantacional(PGT). Tradicionalmente, esse exame é usado para identificar doenças genéticas graves, como fibrose cística, anemia falciforme ou alterações cromossômicas que aumentam o risco de aborto espontâneo.

Nos últimos anos, porém, empresas ...

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