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Experimentos com animais: a ciência ainda não tem um plano B

A experimentação com ratos continua sendo uma das grandes dores de cabeça da ciência

7 jan 2026 - 07h18
(atualizado às 15h12)
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Foto: Xataka

A pesquisa científica é muito necessária para que uma sociedade avance com novos tratamentos para aliviar doenças, por exemplo. Mas há um grande problema por trás disso que ainda persiste e que, para muita gente, pode ser incompreensível: o uso de animais de laboratório para fazer os testes desses novos avanços antes de realizá-los em humanos. 

Apesar de vivermos em uma época em que a inteligência artificial e a bioengenharia dominam o paradigma da sociedade, seguimos dependendo de um marco concebido em 1959, atualmente em vigor, para validar se um fármaco é seguro ou não.

Esse marco regulatório se baseia no princípio dos 3R proposto por Russell e Burch há mais de 60 anos: Substituição, Redução e Refinamento. Uma teoria que, à primeira vista, parece bastante nobre, já que, em poucas palavras, pode ser resumida assim: se você pode não usar animais, não os use; se tiver de usá-los, use o menor número possível; e, se os usar, cause a eles o menor dano possível.

No entanto, como a própria ciência tem analisado, esse marco se transformou em algo "procedimental". Ou seja, tornou-se uma lista de tarefas burocráticas que legitima o uso de animais sob o pretexto de que se trata de um mal necessário que devemos assumir, queira-se ou não, para continuar avançando como sociedade.

A ética

As análises bioéticas feitas sobre esse tema colocam o foco no tipo de estudos que são aprovados para o uso de animais. Ou seja, não se analisa se o estudo vai contribuir muito ou pouco para o ...

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