Um estudo americano demonstra que os humanos poderiam viver até 200 anos se o método proposto por eles fosse aplicado: o DNA de baleia
A imortalidade pode não estar no horizonte, mas retardar drasticamente os limites do envelhecimento parece cada vez mais tangível; Frequentemente, buscamos avanços tecnológicos no Vale do Silício, mas desta vez a solução pode estar escondida nas águas geladas do Ártico; Uma equipe de cientistas da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, tem estudado o fascinante caso da baleia-da-groenlândia; Este mamífero marinho, capaz de viver por mais de 200 anos, guarda um segredo biológico que estamos apenas começando a decifrar: uma extraordinária capacidade de reparar suas próprias células
O segredo da longevidade está no frio
Esta descoberta pode revolucionar nossa abordagem à medicina regenerativa. A baleia-da-groenlândia é o mamífero mais longevo da Terra. Pesando quase 80 toneladas, este gigante dos mares percorre águas polares e parece imune a doenças relacionadas à idade, como o câncer. A chave para essa resistência tem um nome: proteína CIRBP (proteína de ligação ao RNA induzida pelo frio).
Essa proteína foi destacada em um estudo conduzido pela equipe de Rochester. Os cientistas descobriram que ela é particularmente ativada em resposta ao frio e permite que a baleia repare seu próprio DNA quando danificado. Vera Gorbunova, professora de biologia e autora principal do estudo, explica que essa descoberta abre caminho para o prolongamento da vida humana. Ela afirma:
Os resultados podem ajudar as futuras gerações a viverem mais do que a expectativa de vida humana típica.
Para testar sua hipótese, os pesquisadores realizaram um experimento: integraram essa proteína específica da baleia em células humanas em laboratório. O resultado foi conclusivo: as células se repararam com uma eficiência muito maior do que o normal. Melhor ainda, quando administraram essa proteína a moscas-das-frutas, sua expectativa de vida aumentou significativamente.
Solucionando o Paradoxo de Peto
Essa descoberta também ajuda a solucionar um enigma biológico de longa data conhecido como "Paradoxo de Peto". Logicamente, animais muito grandes, como baleias ou elefantes, têm muito mais células ...
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