Excel não eliminou contadores, transformou-os em analistas: "crise" do software para IA é a mesma coisa
Software não está morrendo, mas rompendo fronteiras
Era 1993 e um jovem chamado Marc Andreessen, ainda com o cabelo intacto e muita ambição, decidiu criar um navegador web com um colega que trabalhava com ele no Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação (NCSA) da Universidade de Illinois.
Eles o chamaram de Mosaic.
Esse navegador permitia explorar a recém-nascida World Wide Web com um clique do mouse, algo incrível, pois até então os navegadores desenvolvidos eram em modo texto e utilizados com o teclado. De repente, a web podia incluir imagens e até mesmo conteúdo multimídia.
Pouco depois, Andreessen conheceu Jim Clark, fundador da lendária Silicon Graphics, que o incentivou a se aventurar com seu navegador. Juntos, decidiram criar sua própria startup, o que levou à criação de um dos navegadores míticos da história: o Netscape.
Isso tornou Andreessen bilionário e, a partir de 2005, seus interesses mudaram. Ele não queria mais ser empreendedor, mas sim ajudar outros a se tornarem empreendedores. Acabou fundando a empresa de capital de risco Andreessen Howeritz e ficou cada vez mais rico. Seus sucessos e apostas na indústria de tecnologia são notáveis, mas ele também deixou algumas frases famosas, incluindo a mais notável, que proferiu em 2011:
"O software está devorando o mundo."
Seu argumento era contundente: as empresas que mais cresciam eram empresas de software ou tinham o software como um de seus pilares principais. Ele não estava errado - hoje essas empresas são verdadeiros gigantes da tecnologia - e essa frase se ...
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