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Escalar o Everest custa R$ 300 mil, mas fazer isso do seu sofá de casa é grátis

Uso de drones tornou possível algo que antes era privilégio de poucos: democratizar a ascensão ao Everest

14 fev 2026 - 11h14
(atualizado às 11h50)
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Foto: Xataka

Um drone DJI Mavic 3 Pro equipado com uma câmera Hasselblad conseguiu capturar algo que até recentemente parecia impossível: a ascensão completa do Monte Everest, do acampamento base ao cume, em um único voo contínuo. Durante 43 minutos, a aeronave percorreu 3,5 mil metros de altitude, subindo a geleira de Khumbu, o Colo Sul e as paredes finais até atingir uma altitude de 8.848 metros. As imagens revelam a rota normal de ascensão em toda a sua magnitude, incluindo as filas características de alpinistas que, a cada temporada, tentam coroar o teto do mundo.

O desafio

Nessa altitude, o ar contém apenas um terço do oxigênio disponível ao nível do mar, as temperaturas podem cair para -30°C e os ventos atingem velocidades que impossibilitariam o voo de qualquer drone convencional. A equipe utilizou o Mavic 3 Pro com um sensor CMOS de quatro terços, uma combinação que permitiu manter a estabilidade e a qualidade da imagem em condições extremas. Além do espetáculo visual, este voo faz parte de um projeto mais ambicioso da DJI: demonstrar que os drones podem salvar vidas na montanha mais alta do planeta.

Drones nas montanhas

Os testes da DJI no Everest respondem a uma estratégia de negócios clara: transformar seus drones em ferramentas de resgate e logística em ambientes extremos. A empresa chinesa busca demonstrar que essas aeronaves podem transportar medicamentos, localizar alpinistas desaparecidos e facilitar operações de emergência em altitudes onde o ar rarefeito dificulta qualquer ...

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