'Democratizar o acesso é um dos principais desafios para tratar o câncer no Brasil', diz oncologista
Nesta quarta-feira (4) é comemorado o Dia Mundial de Luta contra o Câncer, doença que cresce em todas as faixas etárias e atinge cada vez mais jovens. A incidência de novos casos pode chegar a cerca de 35 milhões de pessoas em 2050, um aumento de aproximadamente 77%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Apesar do crescimento da doença, o câncer deixou há algum tempo de ser uma sentença de morte, diz o oncologista clínico Thiago Kaike, do Hospital Mater Dei, em Salvador.
Segundo ele, com os novos tratamentos e diagnósticos cada vez mais precoces, hoje o paciente diagnosticado com um câncer tem maior possibilidade de remissão e cura, em função do acesso aos tratamentos. Mas é preciso democratizar o atendimento no Brasil, ressalta o especialista.
"A oncologia vem evoluindo e todos os dias saem novos estudos, mas a gente tem uma discrepância entre o atendimento no hospital público e no privado e um abismo entre os pacientes atendidos nos dois sistemas."
De acordo com ele, é preciso também possibilitar o acesso - hoje concentrado nas capitais - aos pacientes que residem no interior. A luta contra a desinformação, que prejudica os pacientes, é outra prioridade.
"Hoje as fake news são uma grande rival. O que percebemos é que o paciente oncológico se sente vulnerável, e percebemos que as pessoas agem de má-fé, explorando essa fragilidade. Isso é muito cruel", ressalta.
Ouça a entrevista completa clicando no player.