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IA cria anúncios tão bons quanto humanos? Veja o que diz estudo

Dados da Taboola mostram que a IA vence ao parecer autenticamente humana e priorizar sinais visuais de confiança

2 fev 2026 - 14h18
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Resumo
Estudo da Taboola revela que anúncios criados por IA podem ter desempenho igual ou superior aos feitos por humanos, especialmente quando parecem autênticos e priorizam sinais visuais de confiança, como rostos humanos.
Foto: Reprodução

A Inteligência Artificial Generativa (GenAI) revolucionou a velocidade e o custo da produção de conteúdo. Isso é fato. Mas a grande dúvida que pairava sobre o mercado publicitário era: será que a criatividade da máquina realmente convence o consumidor a comprar, ou apenas gera volume?

Um novo estudo de campo, realizado pela Taboola em colaboração com pesquisadores de gigantes acadêmicos como a Universidade de Columbia, Harvard, Universidade Técnica de Munique e Carnegie Mellon, traz uma resposta surpreendente. Ao analisar mais de 500 milhões de impressões e 3 milhões de cliques, a pesquisa concluiu que anúncios feitos por IA têm desempenho tão bom — e às vezes até melhor — do que aqueles criados por humanos.

O segredo: não parecer um robô

O levantamento, intitulado "AI Ads That Work", analisou campanhas reais na plataforma da Taboola. Nos dados brutos, os anúncios de IA tiveram uma taxa de cliques (CTR) média ligeiramente maior (0,76%) em comparação aos humanos (0,65%).

No entanto, o estudo descobriu um detalhe crucial para o sucesso: a autenticidade. Os anúncios gerados por IA que alcançaram o maior engajamento foram justamente aqueles que não pareciam ter sido feitos por IA. Quando a publicidade conseguia disfarçar sua origem artificial, superava tanto a criação humana quanto a IA perceptível.

O fator confiança

Outro ponto curioso é o "ingrediente secreto" para a conversão: rostos humanos. A presença de um rosto nítido e grande é fundamental para gerar confiança no consumidor.

Ironicamente, a IA levou vantagem nisso. Baseando-se em otimizações de dados, a tecnologia tendeu a incluir rostos humanos com mais frequência em suas criações do que os próprios designers humanos, o que elevou as taxas de clique.

Fim do dilema entre qualidade e velocidade

Para as marcas, o estudo traz um alívio. Os dados indicam que não é mais necessário escolher entre escala de produção e qualidade de conversão. Setores como "Alimentos e Bebidas" e "Finanças Pessoais" já saíram na frente, sendo os pioneiros na adoção massiva dessa tecnologia.

"Ao analisar mais de 500 milhões de impressões, conseguimos ir além do hype da GenAI e descobrir seu impacto real", afirma Oded Netzer, Vice-Reitor de Pesquisa da Columbia Business School. Segundo ele, quando a IA é usada para aprimorar sinais humanos — como a confiança transmitida por um rosto — ela estabelece um novo teto para o engajamento.

O estudo utilizou uma metodologia de "anúncios irmãos", comparando pares de anúncios (um humano e um de IA) do mesmo anunciante, na mesma campanha e dia, isolando variáveis para garantir a precisão dos dados.

O estudo completo pode ser acessado neste link.

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