Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tecnologia e Soluções

Oferecimento Logo do patrocinador

A era dos robôs pintores: Tiago Lima revela como a IA e a alta precisão estão blindando a indústria contra o desperdício

Especialista explica por que a programação robótica de elite se tornou o novo campo de batalha da eficiência global

28 jan 2026 - 16h21
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: Reprodução

O cenário da manufatura global está passando por uma metamorfose silenciosa, onde a linha entre o hardware bruto e a inteligência de dados praticamente desapareceu. No epicentro dessa transformação está uma das funções mais críticas e tecnicamente exigentes da Indústria 4.0: o Robot Programmer and Paint Process Specialist.

Tiago Lima, um dos principais nomes do setor com quase duas décadas de atuação em gigantes como Audi, Mercedes-Benz e Volkswagen, afirma que a automação de pintura não é mais apenas uma questão de substituir o trabalho manual, mas de dominar variáveis que o olho humano sequer consegue processar em tempo real.

"A programação de robôs é o que permite que a qualidade seja matematicamente reproduzível", explica Lima. Segundo o especialista, um processo bem executado integra cinemática robótica e engenharia química para controlar parâmetros como atomização e vazão em milésimos de segundo. "Qualquer erro mínimo gera o que chamamos de scrap (refugo). Em linhas de alto volume, uma programação ineficiente pode destruir a rentabilidade de uma planta."

A urgência por essa especialização encontra eco nos números globais. Segundo dados da Federação Internacional de Robótica (IFR), a China lidera com folga a corrida tecnológica, abocanhando 54% das instalações mundiais de robôs industriais em 2024. Com investimentos que superam os US$ 140 bilhões, o gigante asiático estabeleceu um padrão de densidade robótica que pressiona mercados como o brasileiro.

Para Tiago, que possui formação na área de Mecatrônica, o Brasil absorve essas inovações com um hiato de dois a sete anos, mas a chegada de tecnologias disruptivas é inevitável. "Nos próximos cinco anos, veremos o avanço da visão computacional 3D com deep learning para geração automática de trajetórias e o uso de Gêmeos Digitais (Digital Twins) integrados à linha. O robô deixará de apenas seguir caminhos para aprender e se ajustar sozinho", projeta.

Apesar do avanço da Inteligência Artificial, Lima destaca que o "gargalo" atual é o talento humano. A complexidade de harmonizar robôs de marcas como ABB, Dürr e Fanuc com padrões rigorosos de qualidade exige uma formação multidisciplinar que o mercado custa a entregar.

"Um profissional sênior não apenas programa; ele diagnostica crises sob pressão e garante que a tecnologia entregue o que a engenharia de processo exige: estabilidade absoluta e desperdício zero."

Homework Homework
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade