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Ensino técnico explode na China: cada vez mais estudantes da Geração Z preferem os ofícios aos diplomas universitários

A maior oferta de empregos e a entrada mais rápida no mercado são os fatores que fazem a diferença

2 fev 2026 - 16h07
(atualizado às 17h46)
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Foto: Xataka

Há 40 anos, a China decidiu investir em formar milhões de engenheiros, que acabaram se tornando seu ás na manga na corrida da IA. De fato, é o país com o maior número de formados em STEM  (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) do mundo e, enquanto aumenta sua aposta em doutorados, tanto o governo do gigante asiático quanto a Geração Z começaram a olhar com outros olhos para a formação profissional.

O Ministério da Educação da China informou em novembro de 2024 que, em 2025, haveria um número histórico de formados: 12,22 milhões, como registra o jornal oficial do Comitê Central do Partido Comunista da China.

Com esse panorama, a concorrência é feroz, ainda mais considerando que os EUA dificultaram o visto para quem decide migrar. O Ministério da Educação chinês está oferecendo diferentes medidas e sistemas de apoio na forma de eventos de recrutamento em regiões e indústrias-chave para aliviar o desemprego entre estudantes universitários. Não parece suficiente.

As empresas estão mudando suas necessidades: os dados oficiais mostram que a demanda por pessoas com diploma universitário caiu de 20,3% para 17,4% no ano passado. No entanto, a demanda por quem concluiu a formação profissional subiu de 8,5% para 11%. Essa graduação técnica está tão valorizada que o segmento foi o que teve a maior taxa de ofertas de emprego em 2024.

Já virou problema do governo

Não é apenas uma questão de mercado de trabalho, mas também uma diretriz que aponta para uma "Nação Educativa ...

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