Trump diz que EUA provavelmente vão atacar Irã de novo na noite desta 4ª-feira

8 jul 2026 - 10h13
(atualizado às 11h09)

O presidente dos EUA, Donald ‌Trump, ameaçou atacar o Irã novamente nesta quarta-feira, após afirmar que o acordo inicial de cessar-fogo com a República Islâmica havia "acabado", embora não tenha deixado claro se Washington retornaria a uma guerra total com o Irã.

Em comentários à margem da ⁠cúpula da Otan em Ancara, Trump criticou duramente as autoridades ‌iranianas pelo que descreveu como descumprimento dos acordos negociados e alertou que os Estados Unidos provavelmente realizarão novos ‌ataques na noite de quarta-feira, após as ‌forças norte-americanas terem atacado no dia anterior.

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"Vou dar ⁠um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", disse Trump a repórteres na cúpula da Otan na Turquia, antes de seu encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

Em declarações anteriores a repórteres em Ancara, Trump afirmou que o memorando ‌de entendimento que serviu como um acordo inicial de cessar-fogo ‌entre os Estados Unidos ⁠e o ⁠Irã havia "acabado". Seus comentários fizeram os preços do petróleo dispararem.

Mas ele não ⁠disse explicitamente que Washington ‌retornaria a uma guerra ‌total, nem esclareceu se haveria novas negociações para transformar o acordo inicial de cessar-fogo em um acordo permanente.

Ele reiterou seu objetivo de guerra de que Teerã jamais poderá ⁠ter uma arma nuclear, mas sugeriu que esse objetivo talvez precise ser alcançado sem um acordo.

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"Eles nunca construirão uma arma nuclear sob o nosso acordo, mas não sei se teremos um acordo. Podemos ‌simplesmente fazer isso sem um acordo, porque, sabe, é mais fácil, porque essas pessoas mentem e trapaceiam", disse Trump.

Em uma ⁠escalada das hostilidades que elevou acentuadamente os preços do petróleo, o Irã afirmou ter atacado instalações militares norte-americanas no Barein e no Kuweit, após as forças dos EUA atacarem alvos iranianos em resposta a ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz.

A retomada das hostilidades também aumentou as preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz, com dados de navegação mostrando que pelo menos quatro petroleiros e navios-tanque de gás retornaram em vez de tentar atravessar a hidrovia, uma rota de abastecimento vital.

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