As praias da Itália estão entre as mais seguras da Europa, com uma taxa de mortalidade por afogamento de 5,7 mortes por um milhão de habitantes, índice significativamente inferior ao de outros importantes destinos turísticos do Mediterrâneo.
O levantamento foi divulgado em um estudo da União Italiana de Estâncias Balneárias (SIB), durante o lançamento da campanha "Zero Afogamentos", iniciativa voltada à conscientização da população e das instituições sobre a importância da prevenção de acidentes nas praias e no mar, em Roma.
Em comparação, a Espanha apresenta uma taxa de 11,2 mortes por um milhão de habitantes, a França registra 10,8 e a Grécia alcança 38,3. A média europeia é de 11,1 mortes por milhão de habitantes.
O estudo, baseado na comparação de dados do setor balneário europeu, destaca que os resultados refletem a eficácia das políticas italianas de prevenção e gestão de riscos nas áreas costeiras.
Segundo os dados mais recentes do Eurostat, cerca de 5 mil pessoas morrem anualmente por afogamento ou outros acidentes relacionados à água na União Europeia, o equivalente a aproximadamente 2,8% de todas as mortes por causas acidentais no bloco.
Em números absolutos, a França lidera o ranking de vítimas, com 737 mortes anuais, seguida por Espanha (537), Alemanha (476), Polônia (466), Romênia (458) e Grécia (398). A Itália registra 338 ocorrências por ano, mantendo uma das melhores relações entre população, fluxo turístico e padrões de segurança.
Outro destaque é a infraestrutura balneária italiana. O país possui o maior número de zonas de banho registradas pela Comissão Europeia: são 5.535 áreas, o equivalente a 24,83% das 22.289 zonas balneares catalogadas em toda a Europa, conforme o relatório sobre as águas balneares publicado pela Comissão Europeia em 16 de junho de 2026.
De acordo com a SIB, os números ganham ainda mais relevância diante do intenso fluxo turístico registrado no litoral italiano. Todos os anos, mais de 180 milhões de visitantes frequentam as praias do país, que recebem diariamente dezenas de milhares de banhistas durante a alta temporada.
O estudo enfatiza que a Itália mantém o menor índice de mortalidade entre os principais destinos turísticos europeus graças a "um modelo organizacional único, baseado em uma ampla rede de estabelecimentos à beira-mar e na supervisão permanente de salva-vidas".
Para o presidente da SIB, Antonio Capacchione, os resultados demonstram a importância dos investimentos em segurança.
"Os resultados do estudo demonstram que a segurança salva vidas.
Uma responsabilidade que as empresas do setor praiano assumem diariamente, garantindo um serviço de interesse público que representa um valor para todo o país", afirmou.
Capacchione acrescentou, no entanto, que ainda há espaço para avanços.
"Com a campanha, apelamos às instituições para que acompanhem este compromisso com medidas concretas: aloquem recursos aos municípios para reforçar a segurança nas praias públicas, combater a conduta irresponsável e fortalecer o papel dos socorristas", concluiu. .