O responsável pela equipe de socorristas chilena na Venezuela, Francisco Lermanda, denunciou intimidações por parte de militares de Caracas enquanto seu grupo atua no trabalho de resgate após os fortes terremotos que atingiram o país na semana passada.
Segundo Lermanda, os soldados venezuelanos suspeitariam que os voluntários fossem espiões dos Estados Unidos ou do Chile e, por isso, teriam interrompido repetidamente as operações de busca por sobreviventes nas áreas afetadas para verificar os documentos de identificação dos socorristas.
Na declaração dada à imprensa local independente, ele revelou que uma voluntária de sua equipe, após pedir uma explicação pela quinta verificação de identidade em apenas algumas horas, um militar teria respondido que havia recebido ordens para controlar suas identidades porque eles "poderiam ser espiões de Washington ou de Santiago".
O Chile enviou 47 especialistas em Busca e Resgate em Áreas Urbanas (Usar, na sigla em inglês), que adquiriram vasta experiência atuando nos numerosos terremotos que atingiram o próprio país. Na Venezuela, a nação também contribuiu com três toneladas de ajuda alimentar e 30 mil doses de vacinas contra difteria e tétano.