Sistema de saúde da Venezuela está sobrecarregado após terremotos, afirma OMS

30 jun 2026 - 08h27

‌O sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão, informou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira, com alguns hospitais danificados ⁠e outros com falta de ‌pessoal após os dois terremotos mortais da semana passada.

Mais de ‌1.700 pessoas morreram e ‌5.000 ficaram feridas depois ⁠que centenas de prédios foram destruídos ou danificados pelos terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5.

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Pelo menos três centros de saúde estão ‌gravemente danificados e outros seis estão ‌danificados ou ⁠funcionando apenas ⁠parcialmente, informou o porta-voz da OMS Christian ⁠Lindmeier ‌em uma coletiva ‌de imprensa em Genebra.

"Os demais permanecem operacionais (mas) sob pressão significativa", disse ele, referindo-se a uma pesquisa ⁠realizada em 21 unidades de saúde.

"Conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes ‌caóticos, marcados pela superlotação (e) por um crescente acúmulo de cirurgias pendentes", acrescentou.

Vários ⁠profissionais de saúde especializados em atendimento materno em La Guaira continuam desaparecidos, disse ele, criando o que chamou de uma lacuna crítica no atendimento obstétrico.

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Milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos também correm risco de surtos de doenças como febre amarela e dengue, especialmente devido à cobertura vacinal relativamente baixa, segundo ele.

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