Meloni nega ambição presidencial e mira novo mandato como premiê

Chefe de governo também disse estar concentrada em concluir atual mandato

1 nov 2026 - 10h45
(atualizado às 11h00)
Resumo
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, descartou disputar a presidência do país e afirmou que seu foco é concluir o mandato e buscar a reeleição como chefe de governo em 2027. Em entrevista, a líder defendeu a legitimidade de nomes conservadores ocuparem a chefia de Estado e criticou a resistência da esquerda. Para o próximo pleito, Meloni rejeitou alianças com a extrema-direita de Roberto Vannacci, enquanto a oposição articula uma frente ampla progressista para enfrentá-la nas urnas.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o cargo de presidente do país não está em seus planos e garantiu estar totalmente concentrada na conclusão de seu mandato como chefe de governo.

Chefe de governo também disse estar concentrada em concluir atual mandato
Chefe de governo também disse estar concentrada em concluir atual mandato
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Embora tenha descartado a intenção de pleitear o posto atualmente ocupado por Sergio Mattarella, a líder italiana não escondeu o objetivo de permanecer no comando do Executivo após as eleições de 2027.

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"Estou totalmente concentrada em concluir este mandato com êxito e em pedir ao povo italiano que renove sua confiança em mim por mais cinco anos. A presidência não está nos meus planos. Dito isso, é difícil entender por que a ideia de que uma figura com histórico conservador possa, um dia, aspirar a esse cargo deveria causar tamanho escândalo", declarou Meloni em trecho de entrevista concedida ao novo livro do jornalista Bruno Vespa, com lançamento previsto para esta segunda-feira (2).

A premiê, de 49 anos, defendeu ainda que a chefia de Estado não deve ser prerrogativa da centro-esquerda e classificou a resistência a nomes conservadores no posto como uma forma de "racismo cultural".

"E quem disse que, para ser um excelente presidente, é preciso, necessariamente, vir da centro-esquerda? Considero esse 'racismo cultural' absolutamente intolerável; e isso, muitas vezes, vem de pessoas que, na juventude, torciam pela União Soviética. As crises histéricas que a esquerda vivencia sempre que surge a possibilidade de uma maioria de centro-direita indicar o próximo presidente dizem muito sobre a visão patrimonialista que eles têm de nossas instituições", pontuou.

Em outra passagem da obra "História da Segunda República: De Berlusconi a Meloni, de Prodi a Schlein", Meloni analisou que os eleitores "são mais maduros do que a classe política" e sabem "distinguir o escopo de cada pleito e seus desafios específicos".

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"Veremos tentativas de agitar o habitual fantasma da 'ameaça à democracia'. O 'alarme antifascista' não funcionou em 2022 e será ainda menos eficaz em 2027. Além disso, após estes anos de gestão, nenhum italiano intelectualmente honesto pode sustentar que o atual governo tenha restringido qualquer liberdade", completou.

Recentemente, Meloni descartou a composição de uma aliança com o general de extrema-direita Roberto Vannacci para o pleito de 2027, reiterando a intenção de solicitar um mandato direto dos cidadãos, sem ficar "refém" de pressões políticas internas.

Em contrapartida, as principais lideranças da oposição italiana estruturaram um cronograma para a articulação de uma frente ampla progressista com o objetivo de enfrentar a coalizão governista da primeira-ministra nas urnas. .

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