As Forças Armadas da Itália recolheram ao menos 250 explosivos da Primeira Guerra Mundial revelados pelo degelo acelerado de geleiras em Trentino-Alto Ádige. O material, que inclui projéteis e granadas utilizados nos combates da "Guerra Branca" (1915-1918) entre tropas italianas e austro-húngaras, permaneceu congelado por mais de um século e reapareceu em decorrência da escassez de neve no inverno de 2025 e das altas temperaturas registradas no verão de 2026.
Em uma ampla operação realizada na região de Trentino-Alto Ádige, as Forças Armadas da Itália retiraram centenas de artefatos explosivos da Primeira Guerra Mundial que reapareceram devido ao derretimento de geleiras no norte do país.
O Ministério da Defesa informou que especialistas militares detectaram ao menos 250 itens durante a varredura. Os materiais recolhidos e neutralizados incluíam projéteis de artilharia, granadas de mão e outros artefatos bélicos de fabricação italiana e austríaca.
Os explosivos integravam o arsenal utilizado nos combates na frente alpina durante a Primeira Guerra Mundial, travada entre os exércitos italiano e austro-húngaro entre 1915 e 1918. Os armamentos permaneceram cobertos por neve e gelo por mais de um século.
As batalhas ficaram conhecidas como "Guerra Branca" por terem ocorrido em picos montanhosos e geleiras a altitudes de até 3,6 mil metros. A estimativa é que de 150 mil a 180 mil pessoas morreram em razão das hostilidades.
O degelo das geleiras na região ganhou ritmo acelerado em razão do escasso acúmulo de neve no inverno de 2025, agravado pelas altas temperaturas registradas no verão de 2026. .