Um juiz deferiu o pedido do Estado de Washington, nos Estados Unidos, para impedir que a Kalshi oferecesse seus chamados "contratos de eventos" no Estado, alegando que a plataforma de mercados de previsão provavelmente viola as leis estaduais sobre jogos de azar.
Em uma decisão proferida na segunda-feira, o juiz John McHale, do Tribunal Superior do Condado de King, deferiu o pedido de liminar apresentado pelo Estado de Washington.
McHale afirmou que o Estado demonstrou "a probabilidade de dano real e substancial aos consumidores de Washington decorrente de atividades ilegais de jogos de azar" caso a liminar não fosse concedida. Ele também afirmou que o interesse público e o dano potencial aos consumidores superavam o dano à Kalshi.
Washington se juntou a Massachusetts, Michigan e Nevada ao obter decisões judiciais que restringem as atividades da Kalshi.
Nova York obteve uma decisão semelhante em 8 de julho, quando um juiz federal rejeitou a tentativa da Kalshi de impedir a aplicação das leis estaduais sobre jogos de azar contra a plataforma.
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC), por sua vez, reivindicou jurisdição exclusiva sobre o setor e contestou medidas regulatórias em pelo menos nove Estados.
Em abril, um tribunal federal de apelações, com votação dividida, invocou a autoridade da CFTC para impedir que as autoridades de jogos de azar de Nova Jersey regulamentassem os contratos de eventos esportivos da Kalshi.
"Os Estados não têm jurisdição para regulamentar os mercados de previsão", afirmou a Kalshi em comunicado nesta terça-feira. "Estamos decepcionados ao ver o Estado de Washington continuar desperdiçando o dinheiro dos contribuintes."
Mercados de previsão como o Kalshi e o Polymarket permitem que as pessoas apostem no resultado de eventos como esportes e eleições.
Eles ganharam enorme popularidade desde a eleição presidencial dos EUA de 2024, quando se saíram melhor do que os institutos de pesquisa ao prever a vitória do republicano Donald Trump sobre a democrata Kamala Harris.
Cerca de US$19,04 bilhões foram apostados por meio do Kalshi e do Polymarket na Copa do Mundo de futebol que acabou de terminar, de acordo com a empresa de análise de dados Dune Analytics.