Seis ativistas italianos que apoiavam palestinos na colheita de azeitonas desembarcaram em Veneza após serem detidos por forças de Israel na Cisjordânia com outros 14 estrangeiros. Ao chegarem à Itália, os voluntários denunciaram abusos sofridos durante a custódia, como nudez forçada, privação de sono, falta de água e comida, além de agressões físicas contra os homens e os palestinos. A colheita atrai observadores internacionais em meio a tensões e detenções recorrentes na região ocupada.
Seis ativistas italianos detidos por agentes israelenses na Cisjordânia desembarcaram em Veneza, no nordeste do país, neste domingo (8).
Paula Jesus, Marco Cola, Giorgia Lombardi, Lorenzo Diofili, Aurora Valentini e Cosimo Dondini ajudavam palestinos na colheita de azeitonas na aldeia de Kafr Ni'ma na sexta-feira (6), quando foram abordados pela polícia. Além deles, outros 14 voluntários internacionais participavam da atividade agrícola e também foram levados pelas autoridades.
"Nos revistaram, nos interrogaram, nos submeteram a exames e nos deixaram completamente nus, sem nunca nos dar a chance de falar com um advogado", contou Cola ao chegar à Itália com sua esposa Paula.
"A cada 20 minutos, vinham nos acordar, com as luzes acesas, acompanhadas de barulho, insultos e deboche", acrescentou o italiano natural de Brescia, na Lombardia.
Ele revelou ainda que o grupo ficou "sem água, comida e até papel higiênico" durante horas.
"Agora, meu corpo inteiro está coberto de marcas de agressão", disse Cola, ressaltando que as mulheres italianas não foram espancadas, ao contrário dos palestinos participantes da ação.
O período de colheita de azeitonas na Cisjordânia leva ativistas do mundo todo à região, ocupada por israelenses.
Nos últimos dias, outros italianos foram detidos na mesma situação, incluindo Alberto e Manuel Tartarotti, pai e filho.
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