Itália e UE querem garantir liberdade de navegação no Estreito de Ormuz após trégua

Mas participação de Roma se dará 'sob bandeira internacional', frisou Tajani

15 mai 2026 - 13h19
(atualizado às 13h57)

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reforçou nesta sexta-feira (15) que seu país quer garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz assim que houver trégua no Oriente Médio. Além disso, a participação de Roma se dará "sob missão internacional".

Em artigo, Tajani definiu bloqueio de Ormuz como 'choque global'
Em artigo, Tajani definiu bloqueio de Ormuz como 'choque global'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A posição da Europa, que também é a da Itália, é intervir para garantir a liberdade de navegação em Ormuz assim que um cessar-fogo for alcançado, mesmo com presença militar", declarou Tajani ao programa Mattino Cinque, acrescentando que Roma está disposta a usar seus navios caça-minas na missão.

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No entanto, o chanceler fez uma ressalva sob a participação italiana: "Terá que ser sob bandeira das Nações Unidas ou da União Europeia, ou, em todo caso, uma missão internacional".

Em um artigo escrito por Tajani e publicado hoje na imprensa turca, ele enfatizou a necessidade de restaurar a estabilidade no Oriente Médio.

"O bloqueio de Ormuz não é simplesmente uma crise regional, mas um choque global destinado a impactar a segurança energética, a competitividade industrial e os equilíbrios econômicos internacionais", disse o ministro italiano em seu texto, que foi divulgado em diversos sites e nas edições impressas de vários jornais da Turquia, como o Hurriyet Daily News.

Segundo Tajani, a guerra no Oriente Médio afeta "todos os países da região, mas também a Itália, cujas exportações representam aproximadamente 40% do PIB". Além disso, há ainda "consequências para os países mais frágeis da África e do Mediterrâneo em geral".

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