G7 defende reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para riscos econômicos globais

Países garantiram que estão comprometidos com estabilidade dos mercados de energia

19 mai 2026 - 15h27
(atualizado às 15h37)

Os ministros das Finanças do G7, reunidos em Paris, defenderam a reabertura do Estreito de Ormuz e reafirmaram o compromisso com a cooperação multilateral para lidar com os riscos à economia global provocados pelo conflito em curso no Oriente Médio.

Países garantiram que estão comprometidos com estabilidade dos mercados de energia
Países garantiram que estão comprometidos com estabilidade dos mercados de energia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os representantes de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos também garantiram, no comunicado final da reunião, que seguem comprometidos com a estabilidade dos mercados de energia. Além disso, pediram que os países evitem impor restrições às exportações.

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"A incerteza econômica global aumentou os riscos para o crescimento e a inflação em meio ao conflito em curso no Oriente Médio, particularmente devido às pressões sobre as cadeias de suprimentos de energia, alimentos e fertilizantes, que afetam especialmente os países mais vulneráveis. Para mitigar esses impactos negativos, reconhecemos que um rápido retorno à livre e segura circulação por Ormuz e uma resolução duradoura para o conflito são imperativos", diz a nota.

"Reafirmamos nosso compromisso com mercados de energia e outras commodities que funcionem bem, sejam estáveis e transparentes, fomentando as condições para a gestão adequada da oferta e da demanda globais. Conclamamos todos os países a evitarem restrições arbitrárias às exportações e enfatizamos a importância de fluxos comerciais seguros", acrescenta o documento.

Olhando para o futuro, os ministros destacaram a importância de fortalecer a resiliência das economias por meio da diversificação das cadeias de suprimentos.

A declaração do G7 também ressaltou a necessidade de alcançar um "crescimento global equilibrado e sustentável, reduzindo os desequilíbrios globais", tema frequentemente defendido pelos Estados Unidos em referência aos superávits comerciais de países como China e Alemanha, além da própria União Europeia.

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O texto reforça que o compromisso do grupo é que "cada um de nós, levando em consideração as circunstâncias nacionais, nossos respectivos mandatos internos e as recomendações de política econômica do Fundo Monetário Internacional, busque promover políticas específicas que fomentem o crescimento equilibrado e a estabilidade macroeconômica".

Já sobre a situação no leste europeu, o ministro da Economia francês, Roland Lescure, declarou que os países membros do G7 estão "dispostos a manter a pressão sobre a Rússia" para garantir que ela não se beneficie da guerra na Ucrânia e no Oriente Médio. .

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