O governo de Israel anunciou neste sábado, 16, ter matado Ezedin Al Hadad, apontado como um dos líderes do Hamas e um dos idealizadores do ataque de outubro de 2023, que deu início à guerra na Faixa de Gaza.
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Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, Ezedin Al Hadad foi morto em uma operação na última sexta-feira, 15. O governo israelense o aponta como chefe do braço armado do Hamas e membro do grupo há cerca de 30 anos. Ele teria sido um dos mentores do ataque de 7 de outubro de 2023, que matou 1,2 mil pessoas em Israel e deu início à guerra. Com a morte de outros líderes do Hamas no conflito, ele teria ganhado ainda mais poder e influência dentro da organização.
Um dirigente do Hamas afirmou que Ezedin Al Hadad foi assassinado em um ataque israelense a um apartamento e a um veículo civil em Gaza. Fotos deste sábado, 16, mostram o corpo de Al Hadad enrolado em uma bandeira do Hamas e cercado por uma multidão para ser velado.
Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, declarou que as "Forças de Defesa de Israel vão continuar a perseguir inimigos, eliminá-los e a responsabilizar todos que participaram do massacre de sete de outubro."
O ataque de outubro de 2023 foi o ponto inicial da guerra entre o governo de Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Desde o início do conflito, 72 mil palestinos foram mortos, segundo dados do Ministério da Saúde do território.
No momento, há um cessar-fogo entre Israel e Hamas, mas ambos os lados acusam o outro de ter violado o acordo, e Gaza continua mergulhada em violência.
O Ministério de Saúde de Gaza afirma que 856 palestinos já morreram desde o início do cessar-fogo. O exército israelense reconhece a morte de cinco soldados no mesmo período.