Embora o ato tenha avançado calmamente, as autoridades registraram pelo menos uma detenção por porte de armas e anunciaram que levarão à justiça flagrantes de saudações nazistas, além de insultos racistas e homofóbicos capturados em vídeo.
O crime ocorreu em 12 de fevereiro, à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan, do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI). Deranque estava no local para garantir a segurança de integrantes do coletivo Nemesis quando foi alvo de um golpes por manifestantes de esquerda.
Até o momento, sete suspeitos foram indiciados, seis por homicídio doloso e um por cumplicidade. Entre os envolvidos, três são próximos de um deputado da LFI, incluindo um assistente do parlamentar Raphaël Arnault, o que aumentou a pressão sobre a legenda às vésperas das eleições municipais de março.
A marcha deste sábado, que reuniu entre 3.200 e 3.500 participantes, contou com a presença de lideranças identitárias que criticaram o "sistema" e a "violência antifascista".
"Capital da ultradireita"
Políticos locais, como o prefeito de Lyon, Grégory Doucet, defenderam a proibição do ato para evitar que a cidade se tornasse a "capital da ultradireita", mas o ministério do Interior permitiu a mobilização em nome da liberdade de expressão.
O presidente Emmanuel Macron fez um apelo geral à calma e anunciou que o governo se reunirá na próxima semana para discutir medidas contra "grupos de ação violenta".
Enquanto isso, a oposição se divide: Jordan Bardella, do Reunião Nacional (RN), criticou a responsabilidade moral do governo na explosão da violência de extrema esquerda, mas buscou distanciar seu partido das organizações de ultradireita presentes no ato.
O caso também ganhou repercussão internacional, com condenações à violência de extrema esquerda por parte da administração de Donald Trump e da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.
com AFP