Câmara dos Deputados da Argentina aprova reforma trabalhista antes de votação final no Senado

20 fev 2026 - 06h05

A Câmara ‌dos Deputados do Congresso argentino aprovou na madrugada desta sexta-feira um controverso projeto de reforma trabalhista apoiado pelo presidente Javier Milei, apesar de uma greve nacional dos sindicatos ⁠que se opõem às mudanças e que ‌paralisou partes do país.

Os investidores têm acompanhado de perto a medida, aprovada ‌por 135 votos a ‌favor e 115 contra, para ver ⁠se Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado.

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O governo afirma que o projeto, aprovado na semana passada pelo Senado com o apoio do ‌partido governista e de seus aliados de ‌centro-direita, estimulará ⁠os investimentos ⁠e aumentará o emprego formal.

Os parlamentares debateram as ⁠modificações na ‌madrugada, antes de ‌enviar o projeto de volta ao Senado para votação final e aprovação. Entre as mudanças estava a remoção de ⁠um artigo que reduzia os benefícios relacionados à saúde dos trabalhadores.

"De que adianta toda uma biblioteca de legislação trabalhista se, no final ‌das contas, o sistema que ela estabelece não serve para criar empregos?", questionou ⁠o deputado do partido do governo Lisandro Almirón durante o debate sobre o projeto.

No entanto, os sindicatos afirmam que a reforma proposta ameaça proteções trabalhistas de longa data, incluindo o direito à greve.

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Um dos principais sindicatos do país, o CGT, convocou uma paralisação de 24 horas na quinta-feira por parte dos trabalhadores dos transportes, funcionários do setor público e bancários.

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