O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os Estados Unidos e o Irã pode ocorrer no fim de semana, aumentando o otimismo de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim.
Trump disse aos repórteres do lado de fora da Casa Branca que o Irã havia se oferecido para não ter armas nucleares por mais de 20 anos.
"Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fazer um acordo com o Irã", disse ele.
"Acho que temos uma chance. E se isso acontecer, o petróleo cairá muito, os preços cairão muito, a inflação cairá muito e... muito mais importante do que isso, não teremos um holocausto nuclear."
Trump disse que não tinha certeza se o cessar-fogo com o Irã precisaria ser estendido para além da próxima semana e acrescentou que Teerã queria fechar um acordo.
"Temos um relacionamento muito bom com o Irã neste momento, por mais difícil que seja acreditar", disse Trump. "E acho que é uma combinação de cerca de quatro semanas de bombardeios e um bloqueio muito poderoso."
As ambições nucleares do Irã foram um ponto de atrito nas negociações do último fim de semana. Os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de todas as atividades nucleares do Irã -- uma aparente concessão às exigências de longa data de uma proibição permanente. O governo iraniano sugeriu uma suspensão de três a cinco anos, de acordo com pessoas familiarizadas com as propostas.
Os EUA têm pressionado para que todo urânio altamente enriquecido seja removido do Irã. Teerã exigiu que as sanções internacionais contra o país fossem suspensas.
Duas fontes iranianas disseram que havia sinais de um compromisso inicial sobre o estoque de urânio enriquecido, com Teerã considerando o envio de parte, mas não de todo, do estoque para fora do país, algo que havia sido descartado anteriormente.
Trump disse em uma postagem anterior na mídia social que o cessar-fogo no Líbano começaria às 18h (horário de Brasília), com o objetivo de interromper um conflito entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã, que foi reacendido pela guerra EUA-Israel contra o Irã.
Ele disse que teve "excelentes conversas" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente libanês, Joseph Aoun, e que planejava convidar ambos para a Casa Branca para "conversas significativas".